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Economia

Acionistas cobram explicações de direção da Siemens

Durante assembléia-geral, direção promete esclarecer o escândalo de corrupção que atinge a empresa e apresenta resultados positivos para o primeiro trimestre do ano contábil.

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Klaus Kleinfed disse ter ficado perplexo ao saber do escândalo de corrupção na empresa

O presidente da Siemens, Klaus Kleinfeld, e o presidente do conselho administrativo da empresa, Heinrich von Pierer, prometeram aos acionistas o completo esclarecimento do escândalo de corrupção que atinge o maior grupo alemão do setor eletroeletrônico.

A promessa foi feita durante a assembléia-geral anual da Siemens, ocorrida nesta quinta-feira (25/01) em Munique e que reuniu cerca de 12 mil acionistas. "Quando fiquei sabendo, minha reação foi de perplexidade", afirmou Kleinfeld sobre a corrupção na empresa.

Ele disse que as primeiras medidas anticorrupção já foram tomadas. Segundo cálculos da própria Siemens, o escândalo é responsável pelo desvio de mais de 400 milhões de euros para contas secretas.

Críticas

Von Pierer, que era o presidente do conglomerado durante o período em que teriam ocorrido os fatos que resultaram no escândalo, reconheceu que "as medidas anticorrupção fundamentais" adotadas durante a sua gestão não tiveram o resultado esperado e pediu desculpas aos acionistas.

A assembléia-geral foi dominada pelas críticas dos acionistas ao escândalo de corrupção e pelo debate dos recentes acontecimentos que levaram a Siemens às manchetes dos jornais alemães: o aumento de 30% nos salários da diretoria, a falência da antiga divisão de celulares e a multa por formação de cartel aplicada pela Comissão Européia.

"A empresa vai de um escândalo para o outro", criticou Daniela Bergdolt, da Associação Alemã de Proteção dos Acionistas (DSW), para quem a direção não agiu com a rapidez esperada no caso de corrupção.

Boas notícias

Apesar dos escândalos, a empresa também apresentou boas notícias durante a assembléia-geral. O lucro operacional cresceu 51% no primeiro trimestre do ano contábil (outubro a dezembro), alcançando 1,63 milhão de euros.

Já o lucro líquido caiu 16%, para 788 milhões de euros, por causa do efeito negativo de uma multa de 423 milhões de euros por formação de cartel aplicada pela Comissão Européia.

A Siemens anunciou ainda que comprará a fabricante de software industrial norte-americana UGS por 3,5 bilhões de dólares para fortalecer a subsidiária A&D. Por fim, a empresa alemã anunciou que venderá 25% de sua unidade de engenharia automotiva VDO por meio de uma oferta pública de ações.

O resultado do primeiro trimestre teve reflexos nas ações da Siemens, que subiram 6,26% nesta quinta-feira em Frankfurt.

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