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Futurando!

Acesso a água potável fica mais democrático

Número de pessoas sem acesso a água cai pela metade e anima órgãos internacionais, mas ainda há 780 milhões de excluídos. Além disso, a situação do saneamento básico é crítica.

O dia 22 de março é o Dia Mundial da Água, momento em que o mundo discute a importância desse recurso natural e formas de preservá-lo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há motivos para comemorar, pois houve uma queda acentuada no número de pessoas sem acesso a água potável. No entanto, o alcance do saneamento básico ainda está muito longe da meta, deixando algumas regiões em situação dramática.

A notícia que animou as autoridades internacionais foi a queda no número de pessoas sem acesso à água potável no mundo. A meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 7 era reduzir pela metade o índice no período de 1990 a 2015. Mas o último relatório do Programa de Monitoramento de Abastecimento de Água e Saneamento (JPM), da OMS e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), indica que o objetivo foi alcançado com boa antecedência. Até 2010, mais de dois bilhões de pessoas passaram a ter acesso a água potável. Isso significa que, hoje, 89% da população do planeta conta com recursos hídricos em situação adequada.

Em 20 anos, mais dois bilhões de pessoas tiveram acesso a água potável

Em 20 anos, mais dois bilhões de pessoas passaram a ter acesso a água potável

No entanto, ainda há cerca de 780 milhões de pessoas esperando para beber um simples copo de água limpa. A situação mais crítica é na África subsaariana, onde apenas 61% das pessoas têm acesso a água tratada, em comparação com 90% ou mais na América Latina e Caribe, norte da África e grande parte da Ásia. Outro estudo divulgado pela Organização da Nações Unidas (ONU) aponta que 2,7 bilhões de pessoas sofrem com a escassez de água pelo menos um mês a cada ano.

Saneamento Básico

O relatório JPM mostra também que houve uma redução considerável no índice de pessoas sem acesso ao saneamento básico. Em 20 anos, mais de 1,8 milhão de pessoas foram beneficiadas. O que ainda é pouco, já que apenas 63% da população mundial têm acesso ao saneamento. Uma nova estimativa indica que esse índice deve subir para 67% até 2015, ficando distante da meta de 75%, estabelecida no programa Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Mais uma vez, as regiões menos desenvolvidas têm os piores índices nesse quesito. A situação mais crítica é novamente na África subsaariana, onde apenas 30% da população têm acesso ao saneamento. Destaque negativo também para o sul da Ásia, onde a proporção chega a 41%.

A falta de saneamento é a principal responsável por doenças em países em desenvolvimento

A falta de saneamento é a principal responsável por doenças em países em desenvolvimento

Para cerca de 2,5 bilhões de pessoas a situação do saneamento é precária, o que causa um grande problema para a saúde das populações. Aproximadamente 80% das doenças que assolam os países em desenvolvimento são oriundas da falta de saneamento. Para se ter uma ideia, 1,5 milhão de crianças morrem a cada ano, devido a doenças diarreicas, causadas por diferentes bactérias, vírus e parasitas.

Futuro

O JPM prevê que até 2015 o número de pessoas sem acesso a água potável deva cair para 605 milhões. Em relação ao saneamento básico, a quantidade cairá para 2,4 bilhões. A OMS e a Unesco admitem que ainda há muito trabalho a fazer, especialmente para reduzir a desigualdade social entre centros urbanos e as áreas rurais. Também é preciso buscar uma solução para o saneamento e colocar sua meta no rumo certo, além de promover um monitoramento global da qualidade da água potável.

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