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Cultura

Acervos de outras cidades lotam museus

Alguns museus alemães estão apostando na troca de acervo como isca para visitantes. A fim de ver ao vivo obras de arte conhecidas apenas por cartão-postal, basta pegar o metrô e se deslocar até o museu local.

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No moderno Museu Ludwig, coleção expressionista de Munique é vista com outros olhos

Filas gigantescas dão a volta na Neue Nationalgalerie de Berlim, dia e noite, faça chuva ou faça sol. Espectadores pacientes fazem um pequeno sacrifício para ver de perto parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York. A reforma do prédio resultou na mostra MoMA em Berlim. A técnica do deslocamento funciona não apenas para museus de porte internacional, mas também para operações menos pretensiosas.

Picasso por Blauer Reiter - Com uma exposição do movimento expressionista alemão Blauer Reiter (cavaleiro azul), o Museu Ludwig, de Colônia, atraiu 25 mil visitantes em apenas duas semanas. As obras provêm do acervo do Lenbachhaus de Munique, que - em contrapartida - também atraiu quase o mesmo número de visitantes com o empréstimo da coleção Picasso do Museu Ludwig. Cada um pretende atingir 100 mil visitantes com esta ação.

Montanha a Maomé - Embora as passagens aéreas estejam cada vez mais baratas e já seja possível pagar menos por um vôo Colônia-Munique que por uma corrida de táxi até o museu, possivelmente ninguém se deslocaria dentro da Alemanha só para se entreter com pintura. Mas se a montanha vier a Maomé e obras de arte conhecidas por cartões-postais, pôsteres e outros suvenires puderem ser vistas no original, bem na porta de casa, por que não?

Deslocamento e descontextualização - É claro que a comodidade conta. Mas o efeito-surpresa também atrai as pessoas. Para quem entende de arte, apreciar obras já conhecidas em outro espaço e numa disposição diferente pode ser bastante revelador. O diretor do Lenbachhaus de Munique, Helmut Friedel, comenta as vantagens do deslocamento para a recepção: "Agora as obras estão no moderno edifício do Museu Ludwig, naquela coleção aberta, uma coleção moderna e internacional. A disposição permite ângulos mais amplos, uma distância maior em relação às obras, destacando individualidades de pintores como Franz Marc e Kandinski."

August Macke Ausstellung in Berlin Garten am Thuner See

August Macke, obra de 1913

Clássicos no original - Se a nova disposição atrai, por um lado, interessados e iniciados em arte que já conhecem os originais, o grande público se sente atraído pela oportunidade de ver ao vivo obras clássicas da arte moderna. As figuras de August Macke, esboçadas diante de vitrines ou em meio a parques, as sinfonias de cor de Vassili Kandinski, as representações de animais planas e coloridas de Franz Marc - tudo isso pertence ao cânon da pintura do século 20. Sessenta e cinco pinturas e cerca de 20 aquarelas e desenhos de representantes do Blauer Reiter podem ser vistos em Colônia. Além de Macke, Marc e Kandinski, a mostra contém obras de Alexei von Javlenski, Paul Klee e Gabriele Münter.

Hora-extra contra a crise - O Museu Ludwig está até pensando em estender seus horários de abertura até a noite para aproveitar mais ainda este fluxo inusitado de visitantes. Sobretudo em tempos difíceis para os museus, que - diante do rombo nos cofres públicos - em muitos casos têm se mantido à tona com venda de suvenires.

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