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Economia

A380: O Jumbo do século 21

O medo do terrorismo e da contaminação pela SARS provocou uma enorme crise na aviação civil. Apesar disto, a empresa européia Airbus vem batendo todos os recordes na venda de novas aeronaves.

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As aeronaves menores da Airbus já são montadas hoje em Finkenwerder

A situação é de turbulência na aviação civil. Nos Estados Unidos, a gigante Boeing já teve de demitir cerca de 30 mil empregados. Em quase todo o mundo, as grandes companhias aéreas também reduzem pessoal, cortam serviços e abandonam as rotas pouco rentáveis. Somente uma empresa parece não ser afetada de forma alguma pela crise: o consórcio europeu Airbus, com participação alemã, francesa, britânica e espanhola.

Theodor-Benien

Theodor Benien, porta-voz da Airbus

Na Alemanha, o centro de produção da Airbus está situado em Finkenwerder, nos subúrbios de Hamburgo. Ali, foi inaugurado recentemente, com a presença do chanceler alemão Gerhard Schröder, o primeiro pavilhão destinado à produção do modelo A380 – o "superjumbo" do século 21, a maior aeronave até hoje projetada para a aviação civil. O sucesso da Airbus também está ligado ao êxito inusitado desse superavião.

Fator econômico

Os primeiros Airbus A380 deverão deixar a linha de produção em 2006. Eles terão capacidade de transportar mais de 500 passageiros em sua cabina de dois andares. Sua autonomia de vôo é de até 16 mil quilômetros. Com isto, o A380 supera inteiramente seu único concorrente: o Boeing 747 ("jumbo") transporta menos de 400 passageiros, com uma autonomia de vôo de cerca de 14 mil quilômetros.

Montagehalle von Airbus

Linha de montagem da Airbus

Segundo Theodor Benien, porta-voz da Airbus em Finkenwerder, o A380 será a "nau capitânia do século 21". Em entrevista à DW-WORLD, ele explicou as razões do êxito da aeronave, que ainda não está sendo fabricada, mas já tem 129 encomendas: "Uma enorme vantagem do A380 é o fato de que com ele as companhias aéreas poderão reduzir seus custos operacionais em cerca de 15 a 20%. Um único vôo poderá transportar até 550 passageiros. Este aspecto econômico é importantíssimo para as empresas aéreas."

Montagem final na Alemanha

A exemplo dos demais modelos da Airbus, também o "superjumbo" será produzido em conjunto pelas unidades industriais na Alemanha, França, Grã-Bretanha e Espanha. A montagem final será então em Finkenwerder. Para isto, já foi erigido o primeiro pavilhão de montagem do A380. Numa superfície de 140 hectares do chamado Mühlenberger Loch – o maior baixo de água doce da Alemanha, estão sendo construídos ainda outros pavilhões para a linha de montagem final da aeronave. O aproveitamento da área para fins industriais não é, contudo, aceito por todos. Os tribunais alemães terão de julgar, dentro em breve, mais de 200 processos iniciados por ecologistas e moradores das redondezas, que tentam embargar as obras.

Turbinenmontage bei Airbus

Montagem de uma turbina

Os processos judiciais não parecem, no entanto, preocupar a Airbus. A empresa investirá um total de 11,7 bilhões de euros para o desenvolvimento e produção do A380. O êxito comercial da aeronave reforça a empresa nos seus planos relacionados com o novo modelo. Theodor Benien: "Os nossos prognósticos de mercado mostram um grande potencial de crescimento nas regiões da Ásia e do Pacífico. Contamos ali com um crescimento acima da média no número de passageiros. Assim, esse mercado será muito importante para nós e nos concentraremos especialmente nessas duas regiões do mundo."

E com razão, ao que tudo indica: das 129 encomendas do A380, a maior parte é proveniente da Ásia e do Oriente Médio.

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