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Economia

A318 da Airbus disputa com Embraer mercado de jatos de médio porte

Embora seu principal concorrente seja a Boeing, ao lançar o A318 a Airbus entra no segmento de mercado dos jatos de até 100 passageiros, disputado pela Embraer, a Bombardier e a Farichild Dornier.

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O A318 terá 107 poltronas, um único corredor e autonomia para 3700 km

A crise geral da aviação civil começa a afetar os grandes fabricantes de aviões. É certo que o grande número de encomendas garantem a produção da Boeing e Airbus até depois de 2005. No entanto, alguns pedidos foram adiados ou cancelados em função da crise e ambos estão com problemas no setor dos modelos menores.

Na faixa de jatos para 100 passageiros, o 717 da Boeing concorre com o A318 da Airbus, mas também com os jatos de curta e média distância da Embraer brasileira, a teuto-americana Fairchild Dornier e canadense Bombardier.

O duelo entre os modelos pequenos não é mera questão de prestígio. Garantir uma boa parcela no mercado dos jatos menores tornou-se questão de sobrevivência nesse setor. Apesar das vantagens do seu bimotor 717, a Boeing enfrenta dificuldades e deve anunciar até o fim do ano se continuará fabricando o modelo.

A318 decolará em Hamburgo - Menor avião da familia Airbus, o A318 tem 31,4 metros de comprimento e deve fazer seu vôo inaugural em Hamburgo, na segunda quinzena de janeiro. Mesmo sem ainda ter decolado, já foram vendidos 136 exemplares pelo preço oficial de 41 milhões de dólares cada um. No entanto, este ano não houve mais nenhuma encomenda para o novo jato.

Os principais clientes, até agora, são a Air France (15), British Airways (12) e as grandes empresas de leasing ILFC (30) e Gecas (30). Resta saber se as companhias americanas cumprirão os contratos, diante das dificuldades financeiras de muitas linhas aéreas. O handicap do A318 é ser demasiado pesado para o seu tamanho. Na verdade, ele não passa de um versão reduzida do A319, um modelo muito lucrativo, que vendeu mais de 700 exemplares.

Vantagens da Airbus - Acredita-se que o A318 dificilmente conseguirá se impor como modelo isolado, fazendo mais sentido para as companhias aéreas que têm em sua frota o A320 e outros modelos da Airbus. A filosofia do fabricante europeu é justamente a de apostar em modelos com módulos e elementos comuns, o que é mais prático e rentável.

Os aviões da Airbus têm cabines parecidas, o que facilita a formação dos pilotos. Com poucas aulas, eles conseguem dirigir todos os tipos de aviões. Sistemas de bordo idênticos, as mesmas estruturas, peças e fuselagem diminuem os custos operacionais, de manutenção e treinamento, o que é uma das grandes vantagens do construtor europeu.

Pequena demanda do 717 - Esse não é o caso do Boeing 717, considerado um produto à parte, sem nada em comum com os demais jatos da Boeing. Fabricado pela MDD em Long Beach, ele é um dos remanescentes da McDonnell Douglas e pode estar com os dias contados, embora seja o avião mais rentável, na opinião dos especialistas.

Seus custos operacionais são baixos, o modelo teve boa aceitação entre os passageiros e custa 36 milhões de dólares, cinco milhões a menos do que o concorrente da Airbus. Mas vendeu apenas 137 exemplares, desde 1998, dos quais 80 foram entregues. A Boeing já anunciou que reduzirá sua produção a três unidades por mês, a partir de 2002, devido à queda da demanda.

Embraer disputa o mercado - No mercado dos jatos de curta e média distância, contudo, a Embraer, a Fairchild Dornier e a Bombardier têm modelos muito promissores a oferecer, na faixa de 70 a 100 passageiros. Enquanto a Lufthansa optou pela Fairchild Dornier, a Crossair suíça, a líder européia entre as companhias regionais, vem apostando nos jatinhos da Embraer, que depois do sucesso dos modelos ERJ 140 e 145, lançou em outubro o Embraer 170, o primeiro modelo de uma nova família de jatos. A Crossair adquiriu uma importância maior ainda, com a falência da Swissair, pois é em torno dessa subsidiária que será reorganizada a companhia suíça.