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Mundo

A vez de Leipzig

Cinco cidades alemãs mostraram interesse em sediar as Olimpíadas de 2012. Para surpresa geral, Leipzig foi a escolhida pelo Comitê Olímpico Nacional. As reações à escolha vão do entusiasmo ao desprezo.

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Cerca de 25 mil pessoas festejaram a escolha no centro de Leipzig

Além do histórico esportivo, Leipzig prima também pela tradição musical: lá atuaram Johann Sebastian Bach e Felix Mendelssohn Bartholdy. Assim, a cidade entrou na concorrência pelas Olimpíadas de 2012 perante o Comitê Olímpico Nacional (NOK) com um "garoto-propaganda" de acordo: o regente Kurt Masur, que serviu de porta-voz da candidata. "A apresentação de Leipzig foi o máximo, muito tocante mesmo", declarou pouco depois da decisão, Gerhard Mayer-Vorfelder, presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB).

O material entregue para o NOK apelou para a função "integrativa" de Leipzig entre leste e oeste alemão, defendendo as vantagens da cidade com apenas 490 mil habitantes. "Provavelmente seria mais fácil entrar na concorrência mundial com Hamburgo", afirmou Klaus Steinbach, presidente do NOK, prevendo a árdua disputa que a cidade alemã irá encarar frente a Paris ou Nova York, outras duas candidatas.

Segundo milagre - Se a concorrência internacional é enorme, grande é também a euforia dos habitantes de Leipzig, que apoiaram em esmagadora maioria (93%) a intenção da cidade. Fato não ocorrido nas outras concorrentes Stuttgart, Hamburgo, Frankfurt e Düsseldorf. Para o prefeito da cidade, a decisão do NOK foi "um segundo milagre", depois do primeiro, a reunificação alemã.

Disputa vencida, as autoridades locais procuram agora provar ao resto do país que a cidade tem capacidade suficiente para sediar os Jogos Olímpicos e, antes disso, será capaz de agradar aos olhos do Comitê Olímpico Internacional (COI), que irá anunciar a decisão final em 2005. Trata-se, segundo as autoridades locais, de "concretizar e melhorar" o material sobre a cidade, principalmente em questões relacionadas a financiamento, transporte e acomodação.

Derrotadas - O apoio das cidades derrotadas na disputa é, no entanto, essencial para a performance de Leipzig frente ao COI. "De Hamburgo, cidade da mídia, nos acusavam sempre de não apresentarmos um perfil internacional suficiente. E agora escolhem Leipzig", declarou atônito Joachim Erwin, o prefeito de Düsseldorf. "Foi apenas uma decisão política, não teve nada a ver com esporte", comentou ainda Michael Vesper, o secretário de Esportes do estado da Renânia do Norte-Vestfália.

O clube dos decepcionados acredita que Leipzig só foi escolhida em função de "sentimentos patrióticos", pois a cidade era claramente a preferida de vários políticos e da maioria da população alemã. Passadas as brigas internas, também Rostock, que deverá sediar as provas de vela, deverá preparar-se para a concorrência internacional. Agora resta esperar para ver se a pequena e simpática Leipzig conseguirá ser sede dos Jogos Olímpicos, 40 anos depois da edição de 1972, marcada pelo terror em Munique.

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