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Economia

A sala de estar como centro de entretenimento

Indústria de computadores e fabricantes de eletrônica de consumo apostam no entretenimento para incrementar suas vendas. A disputa pela preferência do consumidor reflete-se nos novos produtos à mostra na CeBIT.

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Desde que a música e as imagens de televisão passaram a chegar aos lares em formato digital através das redes de banda larga, era de se esperar que a indústria de computadores iniciaria uma batalha para conquistar o terreno até agora dominado pelos fabricantes de televisores, aparelhos de som e vídeo. Com a chamada convergência, que permite utilizar aparelhos diferentes para a mesma finalidade, ou um mesmo aparelho para fins diferentes, diluem-se os limites entre um setor da indústria eletrônica e outro.

PC x linha marrom

Que o computador vai conquistar um lugar cativo nas salas de estar dos lares, onde funcionará como central de comando do entretenimento multimídia, é uma convicção tanto de Bill Gates como de Michael Dell.

Acontece que os fabricantes de produtos da linha marrom não querem ceder o osso tão facilmente. Com base em sua longa experiência com os "consumidores normais", estão dispostos a brigar pelo seu espaço. Mas sabem que não vai ser fácil. "Os Dells, os HPs e os Microsofts da vida estão querendo entrar em nosso domínio", confirma Klaus Petri, da Philips holandesa. "Nós não subestimamos de jeito nenhum essas ambições."

Palco do próximo round dessa disputa deve ser Hanôver, onde se realizará de 18 a 24 de março a CeBIT, a maior feira mundial de computadores e telecomunicação.

Quem ganha é o consumidor

Na disputa pela preferência do usuário final, os fabricantes apostam em tecnologias diferentes, mas que se resumem em um conceito: aparelhos multifuncionais. Assim, a Panasonic apresenta um televisor com tela de plasma e placa SD para a troca de dados. Os novos aparelhos da Philips permitem transferir dados de áudio e vídeo por banda larga da internet para o televisor ou o rádio.

A Fujitsu-Siemens apresenta em Hanôver, em cooperação com o provedor de internet T-Online, seu Activy Media Center, em que a banda larga se funde com o televisor, possibilitando ao usuário consultar uma revista de tevê eletrônica e assistir a vídeos on demand.

A Microsoft pretende invadir os lares alemães com o sistema operacional Windows XP Media Center Edition, que já virá instalado, por exemplo, em PCs da Fujitsu-Siemens e da Medion, com design mais apropriado para as salas de estar. Sem se levantar do sofá, o usuário poderá ouvir música, assistir a DVDs, apreciar fotos digitais ou gravar programas de televisão.

Não importa qual desses sistemas fará o maior sucesso. Para Ralf Hansen, da Panasonic, quem vai sair ganhando mesmo é o consumidor. A convergência já trouxe uma flexibilidade que seria inimaginável ainda há dez anos. "Para o consumidor, isto é uma bênção e tanto."

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