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Economia

A retomada do crescimento

O governo alemão divulgou suas previsões para 2004: crescimento econômico, após longa estagnação, reativação da conjuntura e do consumo. Mas o desemprego deve permanecer alto. Empresários exigem mais reformas.

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Clement: 'Já atravessamos o vale de lágrimas'

Após três anos de estagnação, haverá um notório aquecimento da conjuntura. "Já atravessamos o vale de lágrimas", disse o ministro da Economia, Wolfgang Clement, ao apresentar o relatório anual com as perspectivas para 2004. Berlim espera um crescimento econômico entre 1,5% e 2%, mas não conta com uma diminuição significativa do desemprego. A oposição achou muito otimista a previsão.

"As expectativas na iniciativa privada são boas como há muito tempo não acontecia", disse o ministro. De fato, o índice que mede as expectativas de negócios, subiu em janeiro pela nona vez consecutiva, de 96,9 para 97,4 pontos. Apurado junto a sete mil empresas, ele foi divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Ifo de Pesquisas Econômicas.

Consumir ou não - eis a questão

Clement está convicto de que irão melhorar não apenas as exportações, o carro-forte da economia alemã, como também a demanda interna. A Sociedade de Pesquisa de Consumo (Gfk), porém, afirma o contrário, em seu estudo referente a janeiro.

A propensão a grandes aquisições continua diminuindo. Apesar das previsões otimistas do governo e das indústrias, os consumidores alemães não apostam na reativação da conjuntura, diz a GfK. A culpa disso recai sobre as disputas políticas sobre a reforma do sistema de saúde, impostos, encargos sociais e aposentadorias. A discussão sobre as reformas deixou o cidadão inseguro.

Euro - o risco

79 Cents für einen Dollar

Um dólar não vale hoje mais do que 79 centavos de euro. Se a alta da moeda européia prosseguir, pode afetar as exportações alemãs

O ministro Wolfgang Clement, por sua vez, considera a força do euro perante o dólar um grande risco para a conjuntura, cuja recuperação está bem no começo. Ele conclamou o Banco Central Europeu a "dar importância" à cotação do euro, e não somente "observá-la". Se o efeito da alta "ultrapassar as fronteiras", poderá prejudicar as exportações alemães. Clement, todavia, não mencionou a partir de que cotação seria problemático.

O novo dinamismo na economia, porém, não se refletirá no mercado de trabalho. O número de desempregados diminuirá, no máximo, em 100 mil, para 4,28 milhões em média. A esperança de Clement é que, pelo menos no verão, o número caia para menos de quatro milhões.

Industriais otimistas

A Confederação das Indústrias Alemãs (BDI) também encara com muita confiança as perspectivas econômicas para 2004. "Todos os dados significativos apontam para cima", confirmou seu presidente, Michael Rogowski, que julga possível um crescimento de 2% do PIB (Produto Interno Bruto).

As encomendas industriais vão de vento em popa, e a produção aos poucos começa a aumentar. A dinâmica ainda parte principalmente do comércio exterior, mas Rogowski acredita que esse forte motor de arranque também dê impulso na demanda interna.

No entanto, a BDI considera que a insegurança dos consumidores só se dissipará lentamente. Muito dependerá do mercado de trabalho, no qual não se espera grandes alterações antes de 2005. Importante seria continuar de forma conseqüente com as reformas, que deveriam contemplar ainda alguns novos elementos para tornar a Alemanha mais competitiva no cenário internacional.

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