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Mundo

A realização de um sonho

O teuto-brasileiro Tomás Behrend integra a equipe alemã que joga o mundial de tênis por equipes, em Düsseldorf. Em entrevista exclusiva à DW-WORLD, ele fala de sua realização pessoal e profissional na Alemanha.

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Carreira de Behrend tomou impulso na Alemanha

O ano de 2003 marca o coroamento da carreira profissional de Tomás Behrend, iniciada a duras penas, há dez anos na Alemanha. Em 1993, resolveu deixar o Brasil para aproveitar as chances oferecidas na Europa. O que o atraiu foi a maior quantidade de torneios com prêmios em dinheiro.

"No Brasil, a situação é muito difícil. Ao menos assim eu poderia ganhar uma grana para encaminhar a carreira profissional." Sua ambição era melhorar a qualidade de seu jogo. Seu sonho, classificar-se entre os 100 melhores do mundo.

O passaporte alemão foi o primeiro passo de um longo caminho de muita dedicação e disciplina. Fixou raízes em Alsdorf, perto Düsseldorf, após viver algum tempo com uma tia no oeste alemão. Durante os treinos no clube, conheceu a namorada, Kerstin Cappel, com quem vive há sete anos. Ela o acompanhou em diversos torneios pelo mundo e foi seu grande apoio durante os altos e baixos da carreira.

Treinador e grande amigo

Há sete anos, conheceu o treinador Marko Seidensticker, que lhe apresentou um plano rígido de trabalho. "Resolvemos fazer uma fase experimental de treinamento. Depois do primeiro dia, pensei comigo: ainda bem que será só por três meses", conta Tomás.

Também para Marko foi um desafio: "Ele pesava quase 100 quilos e mais parecia um superbebê. Mas o desempenho em quadra pode ser treinado e ele reconheceu isto com o passar do tempo", revela o treinador e amigo. "Nossa química funciona. Graças a ele consegui subir no ranking", diz o teuto-brasileiro nascido em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Tomas Behrend

Tomas Behrend

Aos 28 anos, é o quinto melhor alemão no ranking de entradas (101º) e segundo alemão (94º no geral) na Corrida dos Campeões deste ano da ATP, segundo a classificação da última semana. Em abril, integrou, no banco, a equipe alemã que perdeu para a Argentina por 5 a 0 na disputa pela Copa Davis, em Buenos Aires.

Portas abertas

Maturidade e um pouco de sorte foram para Tomás os elementos decisivos na sua carreira nos últimos meses. O balanço de sua atuação em competições da Associação Profissional de Tênis em 2003 incluem um título (San Remo), uma semifinal e quatro quartas-de-final. Agora, prepara-se para Roland Garros e Wimbledon. "Preciso manter minha constância. Meu objetivo é aperfeiçoar meu jogo, o ranking vem automaticamente", completa o especialista em saibro e quadra rápida.

Simpático e apaixonado por futebol, Tomás é muito benquisto entre os alemães. O jornal de sua cidade recentemente dedicou-lhe matéria de página inteira, onde destaca o "riso contagioso" do jogador. "Não consigo deixar de ser assim, é o meu jeito, esteja no Japão, no Brasil ou na Alemanha", explica o tenista extrovertido que se queixa apenas do clima na Alemanha. Em busca de sol, costuma visitar o Brasil uma vez ao ano, para ver os pais e os três irmãos. Os pais, aliás, assistirão aos jogos da tribuna de honra em Düsseldorf.

Alemanha venceu três vezes

Das Logo des ARAG WORLD TEAM CUP

O mundial masculino de tênis por equipes (Arag World Team Cup) acontece de 18 a 24 de maio, em Düsseldorf, com a participação da Argentina (campeã do ano passado e em 1980), Espanha (quatro vezes campeã), Chile, Suécia, Austrália (todas três títulos), República Tcheca (dois).

Os Estados Unidos (quatro vitórias) foram convidados para a competição na quinta-feira (15), depois que a Rússia abriu mão de participar devido à lesão de Marat Safin.

A disputa é realizada em duas chaves de quatro países, que jogam todos entre si. A Alemanha está no Grupo Azul, com Argentina, Chile e Suécia. Os primeiros adversários dos alemães serão os chilenos, nesta segunda-feira (19). Pelo Grupo Vermelho, jogam hoje Espanha x EUA e República Tcheca x Austrália.

Os dois melhores de cada grupo disputam a final. A equipe alemã está desfalcada de Thomas Haas, que ainda se recupera de uma cirurgia no ombro, feita no final de 2002. Foi anunciado que eventualmente ele possa jogar nos próximos dias. A Alemanha, que já venceu três vezes o mundial masculino por equipes, tem ainda em sua equipe Rainer Schüttler, Michael Kohlmann e Lars Burgsmüller.

"Somos a zebra"

Otimista inveterado, o teuto-brasileiro não têm preferências de adversário: "O que vier é lucro, só espero ter a chance de entrar em quadra. Mantenho um bom contato com os jogadores alemães, o espírito da equipe está muito bom. Mesmo assim, somos a zebra. Pode haver surpresas, já que jogaremos em casa e temos o público do nosso lado."

Questionado sobre como é o trabalho com o capitão, Patrick Kühnen, Tomás leva alguns segundos para formular a resposta. Depois de um longo suspiro, admite que sua única experiência conjunta foi em Buenos Aires, durante os jogos pela Copa Davis. "Ele se esforçou por passar a idéia de que não há estrelas no grupo, que a estrela é a própria equipe. Graças a isso, o clima foi muito bom".

Esperanças de jogar pelo Brasil Tomás já perdeu, devido à pausa obrigatória de dois anos para representar outro país. "Eu já estaria muito velho", argumenta. Embora não descarte completamente o retorno ao país verde-amarelo algum dia, prefere aproveitar, antes, a boa fase na Alemanha.

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  • Data 18.05.2003
  • Autoria Roselaine Wandscheer
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  • Data 18.05.2003
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