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Alemanha

A quantas anda a reunificação alemã?

Ministro dos Transportes apresentou, no aniversário da queda do Muro, relatório sobre os progressos na reunificação do país. Ele exortou ao combate do desemprego, do radicalismo de direita e do êxodo demográfico.

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Reerguimento do Leste começa a apresentar resultados positivos

No dia 9 de novembro de 1989 caía o Muro de Berlim, e menos de 11 meses mais tarde a Alemanha estava reunificada. Porém este ato jurídico formal nada diz sobre a real reintegração do país. Para avaliá-la, é apresentado sempre no dia 9 de novembro, no Parlamento, um relatório anual sobre o atual status da unificação.

O encarregado do governo federal para a reconstrução do Leste, ministro dos Transportes Wolfgang Tiefensee, disse finalmente ver, após longo tempo, sinais positivos de uma recuperação nos novos estados alemães. Dentre estes sinais constariam o crescimento acentuado da produção industrial, do número de empregos de horário integral e das exportações do Leste do país para os novos membros da União Européia.

Segundo Tiefensee, o maior problema continua sendo a enorme taxa de desemprego da região, atualmente de 15,7%, o dobro da do Oeste. "Muitos se encontram há um, dois, três anos afastados do mercado primário de trabalho e não reencontram o acesso à vida profissional normal. Não é apenas uma questão de oferecer trabalho, mas tem algo a ver com o sentido da vida, com dignidade." Ele acrescentou: "Já se conseguiu muito, mas resta muito trabalho a ser feito".

Radicalismo de direita

Wolfgang Tiefensee P178

Ministro Tiefensee: 'Já se fez muito, mas ainda há trabalho pela frente'

O ministro, também responsável por Obras e Desenvolvimento Urbano, citou ainda outros focos de ação, como o controle do êxodo demográfico e o combate ao radicalismo de direita nos estados do Leste. "Não é possível que, em determinadas áreas, pessoas de cor de pele diferente não se sintam seguras na rua", criticou.

Tiefensee evocou os pogroms anti-semíticos de 9 de novembro de 1938. Ele exortou a uma oposição decidida ao extremismo de direita. Para o político social-democrata, é necessário reforçar o engajamento dos cidadãos.

Elogios e críticas

Oradores das bancadas do governo e da oposição louvaram no Bundestag (câmara baixa do Parlamento) o relatório de Tiefensee como sendo mais honesto do que os de anos anteriores. A maioria concorda que o balanço dos 17 anos de reunificação não seja inteiramente negativo.

O deputado democrata-cristão Arnold Vaatz mencionou o ex-presidente russo Mikhail Gorbatchov e os movimentos civis na Polônia, Hungria e República Tcheca como impulsionadores da revolução pacífica na República Democrática Alemã. Vaatz elogiou ainda a solidariedade dos alemães ocidentais no processo de recuperação do Leste.

Por sua vez, o liberal-democrata Joachim Günther criticou a falta de decisão por parte da coalizão governamental SPD/CDU. Também no Leste as pessoas "aguardam a sacudida que poderia atravessar nosso país", sublinhou o deputado.

O líder do Partido de Esquerda, Lothar Bisky, condenou o fato de o reerguimento do Leste ser, na realidade, "uma expansão ideológica do Oeste". "É preciso uma reviravolta, um recomeço." Sua bancada, entretanto, viu frustrado seu apelo para que pouco a pouco se transfiram todos os ministérios da ex-capital Bonn para Berlim.

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