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Cultura

A "Nona": obra memorável

Quase todos conhecem a "Nona Sinfonia" de Beethoven, mesmo não sendo amantes de música erudita. Depois dos manuscritos de Goethe, ela agora integra a lista de documentos declarados pela ONU como Memória da Humanidade.

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Fac-símile da partitura da 'Nona Sinfonia' de Beethoven

A Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven é executada em quase todos os atos comemorativos, seja da reunificação da Alemanha, jogos olímpicos ou em programas de gala na TV. E desde a noite de domingo (12), sua partitura original integra, oficialmente, a lista da Memória da Humanidade, das Nações Unidas.

Em ato festivo na capital alemã, a Biblioteca Estatal de Berlim recebeu da Unesco o certificado do registro da partitura da Nona Sinfonia na lista de Memory of the World. Em seguida, a Filarmônica das Nações, dirigida por Justus Franz, executou a sinfonia, na praça Gendarmenmarkt. Neste mesmo local, a obra do mestre que morreu surdo foi ouvida em 1826, depois da estréia em Viena.

A Memory of the World, criada pela Unesco em 1992, visa contribuir para a herança documental da humanidade. Entre os 69 documentos que contém atualmente, estão os do Congresso de Viena, os arquivos do Gueto de Varsóvia, uma Bíblia de Gutenberg e os manuscritos do poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe.

Jóia especial

O manuscrito de 200 páginas da Nona Sinfonia é um dos tesouros mais importantes do Departamento de Música da Biblioteca Estatal de Berlim, onde se encontram também originais importantes de Bach, Mozart e Mendelssohn. Mas, para o diretor da biblioteca, Graham Jefcoate, a partitura de Beethoven é uma jóia especial: "Nenhuma obra da literatura sinfônica teve uma expressão tão ampla como a Opus 125 em ré menor de Beethoven".

A partitura original da obra composta por Beethoven entre 1822 e 1824 encontra-se quase integral na biblioteca berlinense. Só duas folhas estão na Casa de Beethoven, em Bonn, onde o autor viveu, e mais três folhas na Biblioteca Nacional em Paris.

Quando a Nona estreou em Viena, em 7 de maio de 1824, Beethoven, então com 53 anos, já sofria de deficiência auditiva avançada e demorou muito a perceber os aplausos. Depois da morte do compositor em 1827, a partitura passou às mãos de seu biógrafo Anton Schindler, e em 1846 partes dela foram para a Biblioteca Imperial de Berlim. Depois que a editora vienense da família Antaria entregou a parte final à biblioteca, o original ficou novamente quase completo.

Odisséia musical

Para proteger a obra na Segunda Guerra Mundial, a Biblioteca Estatal Prussiana mandou o manuscrito dividido em três partes para diversos lugares fora da cidade, diminuindo o perigo de perda total.Só em 1967, depois de uma longa odisséia, as partes centrais da Nona Sinfonia chegaram a Berlim Ocidental. No mesmo ano, o governo da Polônia entregou o restante à República Democrática Alemã — a obra estava pelo menos reunida novamente numa cidade.

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