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Cultura

A Lili Marlene do século 21

Udo Lindenberg ressuscita em seu mais recente projeto, "Atlantic Affairs", as canções dos artistas que tiveram que fugir do regime nazista para os Estados Unidos. A DW-WORLD falou com o famoso roqueiro alemão.

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Udo Lindenberg quer dar força ao movimento pacifista

Sua maneira de falar como num resmungo, o chapelão preto e os óculos escuros são as marcas registradas de Udo Lindenberg. Mas o roqueiro é conhecido também por seu compromisso político. Nos tempos da República Democrática Alemã, ele se empenhou por uma aproximação entre as duas partes da Alemanha. Em 2001, organizou em Leipzig um concerto sob o lema "rock contra a violência da extrema direita". Também na entrevista com a DW-WORLD, manifestou claramente sua opinião política: "Sou contra a guerra", disse. "Justamente nós aqui na Alemanha precisamos ser muito sensíveis perante esse tema", acrescentou.

Herança de valor

Atlantic Affairs é uma espécie de musical e o título do mais novo CD de Lindenberg, resultado de um sonho que o cantor teve: "Sonhei que tinha que viajar a Nova York para receber uma herança. Mas quando cheguei", conta Lindenberg, "não me entregaram dinheiro e sim um par de malas." Só que o conteúdo das malas acaba sendo melhor do que um milhão de dólares: nelas, ele depara-se com canções e manuscritos de artistas como Kurt Weill, Bertolt Brecht e outros que emigraram para os Estados Unidos fugindo do III Reich. Participam de Atlantic Affairs artistas como Nena, Die Prinzen e Tim Fischer, que interpretam à sua maneira, ao lado de Lindenberg, as canções dos anos 20 e 30.

Hino extra-oficial

Udo Lindenberg und Ellen ten Damme

Udo Lindenberg e Ellen ten Damme, a intérprete da nova Lili Marlene

Lili Marleen é uma das canções mais conhecidas do disco. Desde o enorme êxito alcançado durante a Segunda Guerra Mundial, o tema foi traduzido para 27 idiomas e interpretado por muitos artistas, entre os quais Marlene Dietrich. Naquela época, Lili Marleen era o hino extra-oficial dos soldados, não apenas dos alemães, como também dos aliados. A todos unia o mesmo destino de que fala a canção: o amor, a guerra, os desastres que ela causa, a despedida.

Lindenberg considera que a temática de Lili Marlene continua sendo mais atual do que nunca, mas ainda assim resolveu mudar duas estrofes do texto. No original, a esposa espera até o fim, junto à lanterna, o retorno de "seu" soldado, já falecido. Já a Lili Marlene do século 21, interpretada pela holandesa Ellen ten Damme, não se conforma e bate o pé firme: "Desta vez não deixo meu marido ir morrer na guerra".

Apoio a movimento pacifista

Lindenberg vê justamente na música um meio para apoiar o movimento pacifista: "As canções podem ajudar muito. É assim também que está pensada a Lili Marlene, e espero que dê resultado". O cantor defende um posicionamento comum dos europeus contra as ambições de guerra dos Estados Unidos. E acentua que isto não tem nada a ver com antiamericanismo: "A crítica dirige-se somente a Bush", assegura Lindenberg.

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