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Economia

A irresistível atração dos preços baixos

A atual crise na aviação e no turismo se deve em primeira linha às dificuldades na economia, à guerra no Iraque e à disseminação da SARS. Mas ela reflete também transformações estruturais que se concretizam no setor.

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Sem luxo rumo ao sucesso. Aeroporto de Frankfurt-Hahn

As perspectivas esboçadas por Michael Frenzel, presidente da TUI, a maior operadora de viagens da Europa, ao apresentar o balanço empresarial nesta quarta-feira (07), não surpreenderam. O setor de turismo do conglomerado, que no ano passado amargou as conseqüências dos atentados terroristas de 11 de setembro, continua em baixa — graças às dificuldades na economia mundial, à guerra no Iraque e à disseminação da SARS.

Para a temporada de verão deste ano, a TUI fechou até agora 15% menos pacotes de viagens do que no ano passado. Os lucros gerados pelo turismo vão ser ainda mais baixos do que em 2002, quando já tinham caído 37,4% em relação ao ano anterior.

Notícias semelhantes a essas ouvem-se a toda hora, quando partem de empresas do setor de aviação e de viagens. Quando se trata, porém, da divulgação de dados das "barateiras" do setor, o conteúdo muda da água para o vinho.

Em ascensão vertical

A Lufthansa, por exemplo, continua desativando aviões e registra no momento baixas de cerca de 55 milhões de euros por semana só por causa da SARS. Já a Ryanair não pára de ampliar sua rede de ação. No primeiro trimestre deste ano, o número de passageiros no Aeroporto de Hahn aumentou 138% em relação ao mesmo período do ano passado. Quase tudo por conta da linha aérea irlandesa, que oferece vôos baratos, com serviço de bordo mínimo, e tem naquele aeroporto situado a oeste de Frankfurt seu principal centro de operações na Alemanha.

O Departamento Alemão de Controle do Tráfego Aéreo confirma que as companhias de vôos baratos contribuíram para um aumento de 2,7% no tráfego aéreo do país. Ao contrário das grandes empresas de aviação, elas voam praticamente só dentro da Europa e estão lucrando com a atual tendência dos viajantes de fugir de férias na Ásia, no Oriente Médio ou do outro lado do Atlântico, dando preferência a viagens curtas.

Primeiro o ovo ou a galinha?

"A demanda só existe depois que surge a oferta", foi assim que Dieter Wilken, do Centro Aeroespacial Alemão, explicou o fenômeno em conversa com a DW-WORLD. As pessoas preferem viajar para mais perto não só porque andam com medo de ir para longe, mas também porque aumenta constantemente o número dos que oferecem excursões curtas a um preço módico, quando não tentador. E não justamente as agências de viagem: o consumidor pode comprar viagens desse tipo com freqüência cada vez maior em cadeias de supermercados ou outras empresas do varejo conhecidas por oferecer, ao lado do sortimento tradicional, os mais diversos produtos de qualidade a preços acessíveis.

"De cerca de 20 mil agências de viagem, mais de mil fecharam no ano passado. E este ano a tendência vai continuar", prevê Klaus Laepple, presidente da Associação Alemã das Operadoras e Agências de Viagens.

Já as perspectivas da Ryanair são bem diferentes: "Enquanto muitas linhas aéreas aumentam os preços por terem problemas de custos, nós vamos continuar baixando o nosso preço médio. A crise só está desvendando os grandes problemas estruturais de muitas empresas de aviação", afirma Michael O'Leary, o fundador da linha irlandesa.

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