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Cultura

A história por trás dos retratos de pequenos príncipes

Retratos de crianças das principais monarquias da Europa estão expostos na Bundeskunsthalle em Bonn e revelam detalhes da sua vida e educação. Alguns subiram cedo ao trono e casaram-se logo após a puberdade.

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De vestido e lacinho: os príncipes franceses Luís XIV e Felipe de Orléans

Qualquer semelhança com o título do livro de Saint Exupéry pode ser casualidade ou intenção: "Os pequenos príncipes" intitula-se a exposição de pinturas a óleo dos séculos 17 a 19, que podem ser vistas na Bundeskunsthalle, de Bonn até 4 de janeiro de 2004. São 85 retratos de príncipes e princezinhas dos 125 que integram a coleção da Fundação Yannick e Ben Jakober, com sede em Mallorca, na Espanha.

Eles permitem não apenas um olhar nos aposentos e palácios da Europa Central e no luxuoso figurino da realeza. O visitante acaba conhecendo costumes curiosos, detalhes sobre a educação real, as finalidades dos quadros, e também a história de vida dessas crianças, muitas delas comoventes, que se misturam à de seus países.

Rei aos quatro anos

O arquiduque Carlos, por exemplo, que posteriormente se tornaria o Imperador Carlos V, cresceu longe dos pais, sendo educado por uma tia na Holanda. Ele era filho de Felipe, o belo, da dinastia dos Habsburgo e de Joana da Castilha, que entrou para a história como "Joana, a louca". Com a morte do pai, outro príncipe de nome Carlos, na Espanha, não havia completado nem quatro anos quando se tornou Carlos II, soberano de um grande "reino onde o sol nunca se põe".

Kleine Prinzen Ausstellung in Bonn

Quadro do século 17 – o bebê não foi identificado, mas os ricos ornamentos indicam que é da nobreza, senão de uma casa real

Muitas crianças estão vestidas como adultos, sua expressão é da maior seriedade, e tem-se a impressão de que o mundo que os rodeia é um mundo severo, totalmente regulamentado. Ao contrário do que se imagina, vida de príncipe não era fácil nos séculos passados. Basta olhar para a forma de enrolar os bebês, que mais parecem múmias. Eles eram imobilizados até os seis meses para não deformar os ossos – costume, aliás, freqüente até em outras partes do mundo. E eram trocados só duas vezes por dia.

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