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Mundo

"A guerra é a pior solução para todos ", diz Bento 16

O papa Bento 16 recebeu um grupo de jornalistas alemães, entre os quais um representante da Deutsche Welle, para falar sobre a fé e o cristianismo no mundo atual.

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Bento 16, entrevistado por jornalistas alemães

No último sábado (05/08), o papa alemão recebeu representantes da imprensa em sua residência de verão em Castel Gandolfo. Durante 35 minutos, jornalistas das emissoras alemãs DW-TV, ARD, ZDF e da Rádio Vaticano conversaram sobre acontecimentos atuais da política, religião e sociedade com o Santo Padre, que visitará sua cidade natal na Baviera, entre 9 e 14 de setembro próximo. A entrevista foi transmitida pelas emissoras de tevê na noite deste domingo (13/08). O objetivo da visita à Alemanha é o desejo de querer voltar a ver os lugares, as pessoas com as quais cresceu e que fizeram parte de sua vida, admitiu o Santo Padre, de 79 anos. Naturalmente que um papa sempre encara uma viagem como uma viagem pastoral, isto é, como uma tarefa missionária. Bento 16 vê acima de tudo na cooperação entre os povos, na busca conjunta por chances de reconciliação e de paz, a mensagem essencial da fé cristã.

Uma fé, no entanto, que na Alemanha – e de forma geral na Europa Ocidental, que se distancia cada vez mais do Cristianismo –, mal está sendo compreendida. O motivo disso é visto pelo papa da seguinte maneira:

"No mundo ocidental vivemos hoje uma onda de um novo iluminismo drástico ou laicidade, ou como queiram chamar. Crer tornou-se difícil porque o mundo em que nos encontramos é feito completamente por nós mesmos e Deus, por assim dizer, já não aparece mais diretamente nele. Os homens construíram seu próprio mundo e encontrá-Lo neste mundo tornou-se algo muito difícil."

Frieza ocidental com relação a Deus

Ao mesmo tempo, o papa constata uma tendência de certa forma contrária: religião, sim; fé, não, obrigado. Pelo menos é assim que Bento 16 percebe a divisa no Ocidente. Como motivo para isso, ele cita a facilidade hoje existente de contatos entre diferentes culturas com fortes características religiosas. Possivelmente o papa refira-se aí a comunidades cristãs nos continentes africano e asiático, assim como ao mundo islâmico:

"Por outro lado, o Ocidente é hoje tocado fortemente por outras culturas onde a base religiosa é muito forte, e elas se horrorizam com a frieza que encontram no Ocidente com respeito a Deus. E esta presença do sagrado em outras culturas toca novamente o mundo ocidental, nos toca a nós, que nos encontramos no cruzamento de tantas culturas. E também do âmago do ser humano no Ocidente e na Alemanha volta a brotar a pergunta por algo maior."

Experiência da Europa para a América Latina

O futuro da Igreja, no entanto, e nisso os estudiosos concordam, não está na Europa, mas em outros continentes. Bento 16 tenta ver algo de positivo nisso: com isso a Igreja se diversificaria. Segundo o papa, é bom que os temperamentos, os dons próprios da África, da Ásia e, em particular, da América Latina, possam se expressar. A Europa, entretanto, deve continuar repassando sua experiência aos demais continentes. Esta também seria, segundo Bento 16, a opinião dos bispos da Igreja universal:

"Todos os bispos de outros continentes afirmam: continuamos necessitando da Europa, ainda que a Europa seja apenas parte de um todo maior. Desta maneira, é importante que agora não capitulemos e digamos: «Tudo bem, somos apenas uma minoria, vamos tentar ao menos conservar nosso número reduzido'. Temos de conservar vivo o nosso dinamismo e iniciar relações de intercâmbio."

Na página seguinte, o papa fala sobre o diálogo das culturas, sobre a contracepção e faz um apelo contra a guerra

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