′A Fita Branca′ é uma das três nomeações de língua alemã para o Oscar | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 02.02.2010
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Cultura

'A Fita Branca' é uma das três nomeações de língua alemã para o Oscar

As nomeações para o Oscar deste ano possibilitam três premiações envolvendo filmes em língua alemã. Entre os candidatos está o ator Christoph Waltz, o cineasta Michael Haneke e o diretor de fotografia Christian Berger.

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Suspense até 7 de março, data da entrega do Oscar

Foi anunciada nesta terça-feira (02.02), em Beverly Hills, a nomeação para o Oscar 2010. Nesse evento foram selecionados os filmes e os profissionais que irão concorrer à estátua de ouro no dia 7 de março. Entre os nomeados, três estão relacionados a filmes em língua alemã.

Um dos selecionados para a premiação é o austríaco Christoph Waltz, indicado para o Oscar de melhor ator devido à sua participação no filme Bastardos Inglórios ( Inglourious Basterds), do americano Quentin Tarantino. Nesse filme, Waltz se destacou por sua brilhante interpretação de um oficial nazista e por sua desenvoltura em quatro idiomas.

Outras duas nomeações foram dadas ao filme A Fita Branca (Das weisse Band), do diretor austríaco Michael Haneke. O longa-metragem irá concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro e melhor fotografia, realizada pelo austríaco Christian Berger. Em 2009, o filme já havia sido premiado com o Globo de Ouro, em Hollywood, e com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Para conquistar o Oscar de melhor filme estrangeiro, em março, o filme concorrerá com produções da Argentina, Peru e França.

Alemanha em foco

A Fita Branca é um drama impressionante, em preto-e-branco, que se passa em um povoado do norte alemão, no período que antecede a Primeira Guerra Mundial. Os membros de um coro infantil e suas famílias são confrontados com alguns acidentes misteriosos. A conduta dos adultos em relação às ameaças iminentes deixa entrever uma educação autoritária e rígida, que vai sendo passada de geração para geração.

O universo retratado na tela é permeado pela "pedagogia negra" da era guilhermina (1890-1918), pela autoridade absoluta e incontestável dos patriarcas, pelo princípio do castigo através de surras "purificadoras", pela fé rigorosa, ao lado da hipocrisia e do total desprezo pelas mulheres. Um conjunto de fatores que acaba dando origem às personalidades infantis deformadas.

Neste trabalho de fundo sociológico, Haneke coloca sob uma lupa as raízes dos horrores da Segunda Guerra, questionando indireta e sutilmente se essas crianças, vítimas de uma educação autoritária e violenta, teriam sido especialmente suscetíveis ao nazismo, 20 anos mais tarde. Embora o filme lide com fatos ocorridos na Alemanha, para Haneke, a película aborda, a princípio, uma temática universal.

DD/dpa/ap
Revisão: Simone Lopes

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