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Eleição na Alemanha

A Europa de esquerda

O Partido de Esquerda, que apresentou seu programa de governo no fim de semana em Berlim, tem dado o que falar. Mas por quê, se partidos de esquerda há muito fazem parte do espectro político europeu? Um balanço.

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Para onde levam os ventos na Europa?

As próximas eleições podem significar o adeus à social-democracia na Alemanha e o retorno ao conservadorismo democrata-cristão, se puderem ser levadas a sério pesquisas eleitorais. Diante disso, cresce o interesse da mídia e dos eleitores pelo espectro político situado mais "à esquerda" da social-democracia. O que a esquerda realmente pode?

Foi com a intuição de situar-se exatamente neste espectro que o Partido de Esquerda apresentou neste sábado (27/08) em Berlim seu programa de governo para as próximas eleições legislativas. Presentes estavam seu candidato Gregor Gysi, o presidente do partido, Lothar Bisky, bem como Oskar Lafontaine, candidato da WASG (Aliança Eleitoral por Trabalho e Justiça Social), com quem o partido compõe uma aliança.

Segundo Lafontaine, ele próprio dissidente do SPD, "trata-se de uma data histórica para a esquerda alemã". Ele se diz orgulhoso de poder trabalhar na criação de "uma nova esquerda unida na Alemanha", uma esquerda que "precisa voltar a se posicionar do lado dos mais fracos".

Fato é que o discurso pregado pelo Partido de Esquerda tem dado o que falar na Alemanha. Será muito barulho por nada? Afinal, partidos de esquerda e de extrema esquerda sempre fizeram parte do espectro político europeu.

França

Frankreich Flagge

O Partido Comunista continua presente na paisagem política do país, seja no âmbito municipal, estadual ou nacional. Graças ao seu engajamento na resistènce contra a ocupação nazista, o PC chegou a ser a maior força política do país, alcançando 28% dos votos nas eleições legislativas de 1946. Mas sua aceitação diminui consideravelmente nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial. Na eleições presidenciais de 2002, o partido sofreu uma derrota significativa, tendo seu candidato Robert Hue obtido menos de 3% dos votos.

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Itália

Italien Flagge

O Partido da Refundação Comunista Italiana foi criado em 1991 após a cisão do antigo Partido Comunista Italiano, considerado um dos mais tradicionais e influentes da Europa ao lado de seu homônimo francês. Quando o PCI decidiu se modernizar e mudou seu nome para Partido Democrático da Esquerda, a ala mais radical optou pelo recomeço. Hoje a Rifondazione está presente tanto no parlamento italiano quanto no europeu.

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oesterreich Flagge

Áustria

O Partido Comunista austríaco também é muito tradicional, embora quase insignificante no âmbito da política nacional.

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Espanha

Spanien Flagge

Após a queda da Cortina de Ferro, foi criada na Espanha uma união de esquerda formada pelo Partido Comunista e por outros grupos menores. Primeiramente, a união política mostrou-se bem-sucedida nas urnas, alcançando até 10% dos votos. No anos 90, sua influência diminuiu, prejudicada por conflitos internos.

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Grécia

Griechenland Flagge

Synaspismos era inicialmente uma aliança entre o Partido Comunista e diversos grupos políticos de esquerda. Porém, após querelas quanto a reformas do jovem partido, o PC optou novamente por seguir seu próprio caminho e os grupos que permaneceram mantiveram o antigo nome. Hoje, o Synaspismos – ou Coligação de Forças de Esquerda e Progressivas – entende-se por um partido da esquerda democrática e sindicalista. Nas últimas eleições legislativas, o SYN (como também é conhecido) obteve 3% dos votos.

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Luxemburgo

Luxemburg Flagge

Da união do Partido Comunista com outros grupos de esquerda surgiu o "Dei Link" (A Esquerda). A coligação possibilitou à esquerda luxemburguesa obter uma presença no parlamento, embora o Partido Comunista tenha abandonado a coligação novamente.

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República Tcheca

Tschechien Fahne

Na República Tcheca, havia uma cisão entre o Partido Comunista e demais grupos de esquerda. O partido Comunista manteve sua autonomia, enquanto os outros se juntaram para fundar o Partido do Socialismo Democrático (SDS), mais aberto a reformas. No entanto, enquanto o Partido Comunista tornou-se a terceira maior força política do país nas últimas eleições de 2002, o SDS ainda luta contra a insignificância.

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Eslováquia

Slowakei Flagge

Depois que o Partido Comunista eslovaco, sucessor do partido homônimo dos tempos de ocupação soviética, se renomeou Partido da Esquerda Democrática, foi fundado um novo Partido Comunista em 1992, que obteve 11 mandatos nas eleições do mesmo ano.

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Hungria

Ungarn Flagge

O Partido dos Trabalhadores húngaro formou-se após a dissolução de outro partido de esquerda. Nas eleições de 2001, o novo partido alcançou apenas 2,2% de votos, o que é insuficiente para uma representação no parlamento.

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Estônia

Estland Flagge

O Partido Social-Democrata dos Trabalhadores é o sucessor do Partido Comunista dos tempos de ocupação soviética. Em dezembro de 2002, mudou seu nome para Partido Estoniano de Esquerda. Nas últimas eleições, obteve menos de 1% dos votos.

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Polônia

Polen Flagge

O PZPR, que governou durante a época da ocupação soviética, dissolveu-se em 1990, transformando-se em uma coligação social-democrata. Atualmente, não há no país nenhuma organização política situada mais à esquerda da social-democracia.

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