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Mundo

"A estupidez não vencerá", diz editor do "Charlie Hebdo"

Apesar de massacre, semanário satírico continua trabalhos. Edição da semana que vem terá menos páginas, mas um milhão de exemplares. Jornalistas estão temporariamente hospedados na sede do diário "Libération".

No dia seguinte ao ataque à redação do Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos, o periódico parisiense anunciou nesta quinta-feira (08/01) que a edição da semana que vem será publicada na próxima quarta-feira, como de costume.

Os membros da redação do Charlie Hebdo que sobreviveram se reuniram no dia seguinte ao ataque para discutir a próxima edição e o futuro do semanário. Entre os 12 mortos no atentado estavam cinco cartunistas.

"É muito difícil. Estamos todos sofrendo, com pesar, com medo, mas faremos isso de qualquer maneira, porque a estupidez não vencerá", disse Patrick Pelloux, um dos editores que sobreviveu ao massacre.

De acordo com Richard Malka, advogado do jornal, na semana que vem, um milhão de exemplares serão impressos em vez dos usuais 60 mil, devido à atenção internacional atraída pelo violento atentado.

O Charlie Hebdo, cujo

forte são as caricaturas

, terá uma edição especial dos "sobreviventes", com oito páginas em vez das 16 de costume, segundo Malka.

O jornal Libération hospedará os jornalistas do Charlie Hebdo em sua redação a partir desta sexta-feira, pois os escritórios do semanário foram interditados após o ataque. O jornal Le Monde e a emissora de televisão Canal+ também ofereceram assistência.

A redação do Charlie Hebdo – cujo nome é baseado no personagem de quadrinhos americano Charlie Brown e numa redução da palavra francesa "hebdomadaire", que significa publicação semanal – vinha sofrendo ameaças há anos.

A primeira vez foi em 2006, quando reproduziu dez caricaturas de Maomé que haviam sido publicadas no ano anterior pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten.

Apesar de o jornal estar sob vigilância policial, dois homens mascarados e armados conseguiram realizar o ataque e fugir na última quarta-feira. A polícia

segue com a caça aos suspeitos

, identificados como os irmãos parisienses Cherif e Said Kouachi.

LPF/afp

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