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Economia

A estréia da CeBIT como feira independente

A estréia da CeBIT como feira independente, em 12 de março de 1986, foi cercada de grande expectativa dos organizadores, expositores e do público.

Um total de 2.142 expositores do ramo da tecnologia de escritório, informação e telecomunicação apresentaram seus produtos numa área de mais de 200 mil metros quadrados. Foi a primeira vez que o segmento de telecomunicação integrou o programa da CeBIT, na ocasião com modestos 190 expositores. Na CeBIT 2002, esse setor, agora chamado de Telecommunications & Networks, ocupa o segundo lugar em termos de espaço, apresentando mais de 1 400 empresas numa área de 146 mil m².

Apesar das previsões pessimistas, a CeBIT independente teve uma boa largada, com 334.400 visitantes em 1986. Os debates sobre a divisão, no entanto, ainda persistiram durante anos, uma vez que se tratou da maior mudança de rota da história da Deutsche Messe AG e uma das maiores operações do cenário mundial de feiras. Os organizadores, porém, aperfeiçoaram cada vez mais o projeto da mostra e ela conquistou seu lugar no calendário dos expositores e do público especializado. A estrutura de ocupação dos pavilhões melhorou com a divisão por segmentos e a disposição dos sortimentos de produtos tornou-se mais clara. As empresas expositoras ampliaram seus stands principais e passaram a se apresentar também em outros pavilhões.

A história de sucesso

A CeBIT transformou-se na principal feira anual do mundo na área de informação e telecomunicação. Tanto o número de expositores quanto o de visitantes aumenta continuamente. Sequer o instável clima europeu consegue assustar o público. Até mesmo em 1987, quando uma tempestade cobriu a capital da Baixa Saxônia com um metro de neve, 406.474 pessoas visitaram a exposição.

No início dos anos 90, a CeBIT consolidou definitivamente sua posição de liderança no ranking internacional das feiras. Embora a indústria de informação e telecomunicação passasse por uma grave recessão e empresas tradicionais enfrentassem profundas transformações internas, elas anualmente estavam presentes em Hanôver. Discutiam novas estratégias de processamento de dados, como client-server-computing, outsourcing e data warehousing e lançavam modernas tecnologias de redes. Já nessa época, a multimídia e a Internet despertavam cada vez mais o interesse do público.

Apesar das obras de ampliação, voltou a faltar espaço no parque de exposições. Aumentou de novo a lista de espera das empresas interessadas em expor e, nos pavilhões superlotados, a troca de informações com especialistas era praticamente impossível. Com 6.111 expositores e 755.326 visitantes (mais de 100 mil do exterior), a CeBIT 1995 entrou para a história como mega-evento. A crescente afluência de público leigo (218 mil pessoas em 95), porém, ameaçava o caráter técnico da feira.

Para preservar seu lado comercial, a CeBIT foi "reprofissionalizada". A participação do público particular foi restringida, entre outras medidas, através do aumento do preço dos ingressos a partir de 1996. Atendendo a uma solicitação dos expositores, a Deutsche Messe AG reduziu a duração do evento de oito para sete dias. Além disso, a direção da feira decidiu realizar, a cada dois anos, uma exposição voltada ao comércio – o chamado segmento SOHO ( Small Office / Home Office) – e aos usuários particulares de PCs, multimídia e internet: a CeBIT HOME – World of Home and Consumer Electronics.