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Economia

A elite econômica diante da Justiça

Começa o julgamento dos seis acusados no escândalo das indenizações da Mannesmann. No banco dos réus, o presidente do maior banco alemão, um ex-líder sindical e o alto escalão do antigo conglomerado alemão.

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No centro das atenções: Josef Ackermann, do Deutsche Bank

A companhia não poderia ser mais seleta: Josef Ackermann, o presidente do Deutsche Bank, ao lado do ex-presidente do sindicato dos metalúrgicos Klaus Zwickel. Completando o grupo, a nata da antiga Mannesmann: Klaus Esser, Joachim Funk, Dietmar Droste e Jürgen Ladberg, respectivamente, ex-presidente, ex-presidente do Conselho Administrativo, assessor da diretoria e membro do conselho de funcionários do conglomerado alemão.

O ponto de encontro é a sala L 111 do Tribunal Regional de Düsseldorf, e a posição dos seis não será das mais privilegiadas, pois estarão a partir desta quarta-feira (21) no banco dos réus. Eles são acusados pelo Ministério Público de malversação durante a incorporação da Mannesmann pela britânica Vodafone AirTouch, ou de cumplicidade neste crime, como é o caso de Esser e do assessor Droste.

A incorporação em 2000 envolveu o pagamento de 24,5 milhões de euros como "prêmios de reconhecimento" ( appreciation awards), além de 32,5 milhões em pensões a 18 membros aposentados da presidência da Mannesmann, ou a seus dependentes. Deste total de 57 milhões de euros, 30 milhões couberam somente ao ex-presidente Esser.

As indenizações foram pagas com o capital do conglomerado alemão, o que, segundo o Ministério Público, "não pode de forma alguma haver sido no interesse da Mannesmann, mas sim unicamente para vantagem dos beneficiados". Isso justificaria a acusação de fraude contra os acionistas da empresa.

Entre o Deutsche Bank e o banco dos réus

Pelo menos Josef Ackermann parece ter boas cartas no julgamento que se inicia nesta quarta-feira. O suíço, que há cerca de dois anos foi considerado o executivo mais atraente da Alemanha, continuará desempenhando suas funções de cabeça da maior instituição financeira do país, a partir da filial do Deutsche Bank em Düsseldorf, mesmo durante o julgamento. Mesmo tendo que se apresentar dois dias por semana ao Tribunal Regional, Ackermann só será isento de uma ou outra função meramente representativa.

O executivo de 55 anos, que em 2000 integrava o Conselho Administrativo da Mannesmann, confirmou repetidamente sua confiança no sistema jurídico alemão. No que conta com o apoio de sua instituição: "Esperamos uma absolvição", declarou um porta-voz do Deutsche Bank.

Uma suspensão do processo seria realmente possível, num caso menos grave ou em que a pressão pública para uma punição não fosse tão grande. Na presente situação é possível que Ackermann e os demais acusados pelos menos sejam sentenciados, por exemplo, a prestar contribuição financeira a uma entidade de interesse público.

Na pior das hipóteses, se ocorrer uma condenação, Ackermann teria um antecedente criminal, tornando-se então mínimas suas chances de continuar à frente do maior banco alemão. Mesmo assim, não parece haver qualquer movimento dentro da instituição no sentido de procurar um sucessor para seu presidente. Portanto, mais um sinal a favor do elegante executivo. O processo deverá durar no mínimo até o final de junho, estando previstas, no momento, 40 audiências.

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