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Mundo

A divisão do bolo

Começa no Iraque a disputa pela reconstrução do país recém destruído pela guerra. Convencidos por Blair da necessidade de envolver a ONU, os EUA cedem gradualmente, enquanto a Alemanha assiste a tudo de camarote.

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Bandeira norte-americana hasteada no Iraque

A situação durante os ataques militares ao Iraque foi clara: falava-se de coalizão dos dispostos, enquanto os outros - principalmente Alemanha, França e Rússia - eram apontados quase como "semi-inimigos". Tomada Bagdá, começa a discussão sobre o que fazer com o país das ruínas e dos poços de petróleo. Embora Washington já tivesse sinalizado a distância de todos aqueles que alfinetaram os EUA durante a guerra, o presidente George W. Bush resolveu ceder após um encontro com o premiê britânico Tony Blair - disposto número um durante o conflito.

Tony Blair und George Bush in Belfast

Tony Blair e George W. Bush, na Irlanda do Norte

Prêmio - Blair parece ter reclamado sua recompensa de bom aluno: quer agora dar um passo em direção à Velha Europa, delegando às Nações Unidas um papel primordial na reconstrução do Iraque. Para isso, além das conversas com Bush em um encontro na Irlanda do Norte, o premiê britânico pegou ainda o telefone para avisar Paris e Moscou do resultado das negociações, como informou um porta-voz do governo em Londres.

Corre-corre diplomático - Em mais uma semana da diplomacia, corre-se de um lado para outro, na tentativa de aplainar arestas ainda existentes: Bush e Blair reuniram-se na Irlanda do Norte; Javier Solana encontrou Kofi Annan; Jack Straw deliberou com sua colega de pasta espanhola, Ana de Palacio, e com o francês Dominique de Villepin. E na próxima sexta (11), Schröder e Chirac vão a Moscou discutir com Putin os rumos do pós-guerra na terra de Saddam.

A Alemanha, por sua vez, mantém-se na posição de retaguarda. O ministro do Exterior, Joschka Fischer, executa um "trabalho de bastidores", ao passar três dias em Israel e nos territórios palestinos, onde procura alinhavar mais um passo diplomático no processo de paz para a região. O fim dos conflitos no Oriente Médio foi, diga-se, um dos pontos mencionados sem muito alarde por Schröder na última quinta-feira (9).

Angela Merkel in Bundestag für Frauengalerie p178

Angela Merkel, líder da oposição cristã-democrata

Dissonâncias internas - Ao falar sobre a reconstrução do Iraque, o premiê alemão preferiu ater-se ao óbvio: propagou a defesa da integridade territorial do país, a autonomia de um novo governo próprio e o respeito ao controle dos poços de petróleo, que deverá ser deixado "em mãos iraquianas". Dentro da Alemanha, no entanto, a posição oficial não encontra ressonância em todos os partidos. A presidente da União Democrata Cristã (CDU), Angela Merkel, que já havia apoiado incondicionalmente os EUA durante os ataques ao Iraque, declarou que o papel das Nações Unidas no pós-guerra deverá ser "limitado".

Tropas da UE - A hipótese de que capacetes azuis alemães poderiam ser enviados ao Iraque, como parte de uma missão de paz da ONU, não foi confirmada por Berlim. O que parece certo é que os europeus, apesar das divisões em relação ao apoio à guerra, parecem cogitar a formação de uma de uma "tropa azul" da União Européia, que poderia servir como a célula inicial de um futuro Exército do bloco.

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