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Economia

A dependência do petróleo

Quando o petróleo acabar, todos serão atingidos em sua vida cotidiana. Poucos sabem que a situação pode tornar-se difícil também no caso de remédios e carpetes.

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O que acontecerá quando o petróleo não jorrar mais?

Pode ser que daqui a algumas décadas, as brocas furem em vão: o petróleo é limitado. Que algum dia os carros vão ter que andar com um outro combustível que não a gasolina, é óbvio. Os participantes da " Renewables" – conferência que se realizará em Bonn de 1º a 4 de junho – vão empenhar-se justamente em prol das fontes alternativas de energia. Mas a verdade é que sem o "ouro preto", o dia-a-dia ficaria completamente diferente: "O petróleo está contido em mais de 90% dos produtos que sejam orgânicos e feitos pela mão humana", diz Andreas Kirschning, professor de Química Orgânica na Universidade de Hanôver.

Do comprimido de vitaminas ao defensivo agrícola

Quer dizer: o petróleo está presente "em carpetes, em todo material sintético, verniz, em quase todo remédio. Até na roupa que vestimos, mesmo que seja de algodão. Também ela foi colorida com aditivos, para os quais se precisa de petróleo", explica Kirschning. Até na fabricação de complexos vitamínicos o petróleo está envolvido. "E em princípio é a mesma coisa nos agrotóxicos", continua Manfred Ritz, porta-voz da Associação da Indústria Química (VCI).

Lógico que o líquido negro não é processado diretamente ao jorrar do solo – mas do petróleo derivam vários produtos necessários para a indústria química, diz Ritz: "Sem petróleo, não existiria mais a Basf, e só uma pequena parte da indústria farmacêutica". Segundo a Basf, 4% do petróleo mundial é utilizado na produção de materiais sintéticos.

Carvão seria um substituto – teoricamente

Portanto: os gabinetes de computadores, televisores e aparelhos de som, revestimento e partes da caroceria dos carros, películas de embalagem, remédios contra dor de cabeça, tintas acrílicas – tudo isso precisaria ser produzido de outra maneira. Mas como?

"Seria possível liquidificar o carvão, fazer gasolina disso e depois ganhar os produtos derivados", explica Kirschning à DW-WORLD. "A África do Sul realizou este procedimento durante a época da segregação racial e, como parece, ainda está se dando muito bem assim." O processo foi desenvolvido pelo alemães nos anos 20 do século passado, segundo Ritz: "Mas o impacto sobre o meio ambiente é muito grande". A vantagem é que as reservas de carvão são maiores que as de petróleo.

Energia do sol, diesel de gás

Jahresrückblick 2008 International Juli Zapfsäule Benzin Tanken in Deutschland

Já é quase um luxo – encher o tanque

O método de utilizar plantas como o cânhamo ou a colza como substitutos universais, Kirschning acha pouco eficaz: "Seria preciso ter áreas gigantescas para atender à demanda. E as plantas não servem para fabricar remédios ou tinta". Pelo menos na questão do transporte, ele aposta na tecnologia solar: com a energia do sol se poderia obter hidrogênio para células combustíveis e, no futuro, postos de gasolina especializados em H2. A energia solar também seria a mais versátil – "no futuro a técnica tem que seguir este caminho."

A Shell, porém, está se concentrando em outra coisa, diz o porta-voz Rainer Winzenried: "Nesse meio tempo, há métodos de transformar gás natural em produtos de petróleo". Na Malásia, a Shell tem uma fábrica que poderia transformar o gás em diesel. E existe ainda bastante gás natural, acrescenta.

Quase não existem planos para depois

Mas empresas químicas como a Bayer ainda não têm em suas gavetas cenários concretos sobre o que fazer quando o petróleo não jorrar mais. "Ninguém ainda está pensando nisso", diz também Ritz, da Associação da Indústria Química. Rainer Winzenried não quer fazer um prognóstico: "Eles acabam sempre dando errado". Além disso, em média, esgota-se na extração apenas 35% da capacidade das jazidas de petróleo – se a técnica se tornasse melhor, "as reservas mundiais de petróleo aumentariam diretamente em milhões de toneladas".

Ainda assim, diz ele, "no final, as reservas são limitadas". Kirschning acha que as energias alternativas estão sendo desenvolvidas devagar demais. Ao mesmo tempo, a demanda de petróleo na China e na Índia está aumentando drasticamente: "A situação é grave."

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