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Alemanha

A briga dos motores alemães

Fornecedoras dos motores da Williams e da McLaren, BMW e Mercedes admitem superioridade da Ferrari e se concentram na disputa pelo segundo lugar.

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Para este fã, pelo menos a McLaren pode ter alguma chance

A Alemanha não possui uma equipe de Fórmula-1. Mesmo instalada em Colônia, a Toyota é japonesa. Alemãs, as montadoras BMW e DaimlerChrysler (Mercedes) estão engajadas na elite do automobilismo mundial como fornecedoras dos motores das escuderias inglesas Williams e McLaren. E desde que esta última deixou de acompanhar a Ferrari na briga pela liderança no circo da F-1, as duas montadoras travam uma disputa direta nas pistas. Este ano não será diferente.

BMW – Em 2002, a Williams-BMW virou a mesa e superou a McLaren-Mercedes. Após o terceiro lugar em 2001 e o vice-campeonato no ano passado, se poderia dizer que o próximo passo leva ao título. "De fato este deveria ser nosso rumo", diz Mario Theissen, diretor de automobilismo da BMW. Entretanto, ele admite que a equipe ainda não está preparada para enfrentar a Ferrari.

"Temos uma nova concepção, cujo potencial ainda não está todo explorado. Sendo assim, vejo a Ferrari como favorita. Seria desmesurado acreditar que poderíamos tirar a larga vantagem dos italianos entre uma temporada e outra", afirma Theissen.

Nem por isto o diretor de automobilismo deixa de alimentar a esperança de uma temporada melhor do que a passada. O novo FW25 é fruto de mudanças quase radicais. "A Williams deu um grande salto. Libertou-se de uma concepção que carregou durante cinco ou seis anos. Segundo os dados iniciais, demos um passo à frente. Agora falta afinar o novo sistema", avalia Theissen.

Há tempos a BMW cobrava da equipe inglesa mudanças no carro, sem o que de nada adiantariam os esforços em aperfeiçoar o motor. A montadora de Munique chegou a ameaçar abandonar a parceria, cujo contrato termina ao fim da temporada de 2004. A BMW estuda para 2005 todas as possibilidades: desde o abandono da F-1 até a participação com uma equipe própria. "De qualquer jeito, nossa decisão será anunciada até meados deste ano", promete Theissen.

Mercedes – Na Mercedes, também se sonha com o alto do pódio, mas tem-se igualmente os olhos abertos para a realidade. "Claro que nosso objetivo é disputar sempre o título mundial", observa Norbert Haug. O diretor de automobilismo da montadora de Stuttgart reconhece entretanto que a equipe McLaren a princípio não tem condições de conquistá-lo.

Uma das razões para a modéstia está na lentidão no desenvolvimento do novo carro, embora a McLaren-Mercedes tenha definido ainda durante a temporada passada que largaria em 2003 com um modelo fortemente modificado. No entanto, o MP4/18 não está pronto para correr um grande prêmio.

"O novo carro virá quando estiver rápido e maduro. E se demorar duas ou três corridas, não podemos fazer nada", comenta Haug resignado, apesar de o novo bólido já ter rodado 20 mil quilômetros em testes. Ou seja, a escuderia está começando a temporada praticamente com o mesmo MP4/17 com que ficou em terceiro lugar em 2002, apenas com algumas alterações.

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