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Alemanha

A Alemanha e as Nações Unidas

O país é o terceiro maior contribuinte para os cofres da ONU e pleiteia uma cadeira permanente no Conselho de Segurança.

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Sede da ONU em Nova York

A Segunda Guerra Mundial, com seu rastro de mortes e destruições, foi a mola propulsora para a criação de uma organização mundial, após o fracasso da primeira tentativa, a Liga das Nações, fundada depois do primeiro conflito mundial.

Assinada por representantes de 50 países em 26 de junho de 1945, a Carta das Nações Unidas entrou em vigor em 24 de outubro do mesmo ano, data que é considerada fundação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante mais de duas décadas a Alemanha – então dividida – foi vista como "Estado inimigo" pela ONU. Somente com a política de distensão do então chanceler federal Willy Brandt, no início dos anos 70, é que se abriram as portas da comunidade internacional para as duas Alemanhas.

1973 – 1990: duas Alemanhas

Deutsch- deutscher Grundlagenvertrag, 1972

Assinatura do Tratado de Bases entre as duas Alemanhas em 21 de dezembro de 1972

Por meio de um Tratado de Bases, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA) concordaram em 1972 que cada um dos dois Estados alemães poderia agir internacionalmente de maneira autônoma. Até então, a RFA – Alemanha Ocidental – reivindicava para si o direito exclusivo de representar os alemães internacionalmente.

Isso impedia, por um lado, que os Aliados ocidentais aceitassem a Alemanha Oriental como membro da ONU; por outro, a União Soviética não estava disposta a concordar com o ingresso apenas da RFA.

Em 18 de setembro de 1973, finalmente, as duas Alemanhas foram aceitas como membros. Já em seu primeiro discurso perante a Assembléia Geral em Nova York, Willy Brandt garantiu à comunidade internacional: "Não viemos com a intenção de fazer das Nações Unidas um muro de lamentações para os problemas alemães, nem para fazer reivindicações que de qualquer maneira não podem ser satisfeitas".

Os dois Estados alemães mantinham no âmbito da ONU um relacionamento distanciado, zelando por não levar para Nova York as discórdias que houvesse entre eles.

Para a Alemanha Ocidental, as Nações Unidas – bem como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Comunidade Européia – se tornaram um importante fórum para sua inserção na comunidade internacional. Desde o início o país empenhou-se pelos direitos humanos, o combate à pobreza e a paz.

Durante 17 anos, dois Estados alemães estiveram representados na ONU, até que com a reunificação, em 1990, a RDA deixou de existir.

Terceiro maior contribuinte

Novamente unida, a Alemanha deu prosseguimento à política defendida até então ela RFA, acrescida porém da reivindicação por maior poder político. Disposto a assumir mais responsabilidade na comunidade internacional, o país avançou para terceiro maior contribuinte para os cofres da ONU – depois dos Estados Unidos e do Japão – e passou a participar com seus soldados de missões internacionais.

Tendo enviado pela primeira vez militares para o exterior em 1993, para a Somália, a Alemanha tem hoje mais de 9000 soldados e policiais participando em missões de paz.

G4 Außenminister in New York

Ministros do Exterior do G-4 em Nova York

É justamente o engajamento financeiro e em prol da paz que fundamenta a reivindicação da Alemanha por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. A iniciativa do secretário-geral, Koffi Annan, que em março deste ano pleiteou uma ampla reforma das Nações Unidas, alimentou a esperança da Alemanha, que resolveu juntar forças com o Brasil, o Japão e a Índia.

Ainda que os esforços do chamado Grupo dos Quatro tenham sido frustrados em setembro, quando a reforma do Conselho de Segurança foi adiada, a Alemanha não renunciou a sua pretensão.

Bundesaussenminister Fischer redet vor der UNO, 15. September 2005

Joschka Fischer fala na Assembléia Geral da ONU em 15 de setembro de 2005

Foi pelo menos o que expressou na ocasião o ministro do Exterior, Joschka Fischer: "Vamos prosseguir com nossos esforços. Vai demorar mais do que muitos esperavam, mas na minha opinião menos do que outros temem".

Resta agora esperar os rumos que serão dados à política externa da Alemanha por um governo de coalizão entre conservadores e social-democratas sob a liderança de Angela Merkel. Um governo que não será mais integrado pelo Partido Verde – ao qual pertence Fischer.

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