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Mundo

Ação alemã antiterror transcorre sem transtornos

Com a exceção de dois soldados alemães mortos ao tentarem desmontar um velho míssil soviético, em Cabul, a ação alemã na luta internacional antiterror transcorreu até agora sem transtornos.

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Chegada do navio alemão "Bayern" no porto de Djibuti, em janeiro

A pedido dos Estados Unidos, a Alemanha participa, desde o final de janeiro de 2002, da operação "Liberdade Duradoura", lançada por Washington em represália aos atentados de 11 de setembro, em Nova Yorque e Washington, com quase 3 mil mortos. Cem soldados alemães de elite participam há mais de meio ano da caça de combatentes talibãs e da Al Qaeda do top terrorista Osama Bin Laden; mais quase mil alemães integram a força internacional de proteção em Cabul (ISAF) e 1.400 patrulham mares e fazem vôos de reconhecimento na África, com a missão de cortar vias de abastecimento e impedir a fuga de terroristas.

A pedido do secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, a Marinha alemã assumiu, em maio de 2002, o comando da frota internacional no Chifre da África, inicialmente constituída por 100 navios de guerra e 40 mil soldados de 16 nações – a chamada "Task Force 150". É o primeiro comando internacional da Alemanha em sua história do pós-guerra. Por isso mesmo, os oficiais alemães estacionados na ex-colônia francesa Djibuti receberam com orgulho a decisão de suas Forças Armadas (Bundeswehr) de aceitar o comando, cuja troca está prevista para outubro.

Contribuição alemã

A Alemanha contribuiu até agora com o envio de três fragatas, cinco lanchas rápidas, dois navios de provisão, um navio-tanque e outro de abastecimento. A Marinha também enviou três aviões para vôos de reconhecimento sobre o Quênia e a Somália, a partir de Mombasa. Os custos totais são estimados, inoficialmente, em quase cinco milhões de euros por mês. Quando os alemães iniciaram os vôos de reconhecimento, havia notícias de que os EUA temiam que a Somália e o Sudão oferecessem refúgio aos terroristas do milionário saudita Bin Laden.

O mandato aprovado pelo Parlamento em Berlim (Bundestag) prevê a participação de até 3.900 soldados alemães na luta antiterror, incluindo os integrantes das tropas de proteção da ONU em Cabul e adjacências. O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, foi o primeiro chefe de governo europeu a oferecer apoio irrestrito aos Estados Unidos no combate ao terrorismo internacional.

Partida imediata após sinal verde político

Quando recebeu o sinal verde do Parlamento, aprovado com grande apoio da oposição democrata-cristã e liberal, as Forças Armadas deram, imediatamente, a ordem de partida dos primeiros contingentes, navios, aviões, lanchas, helicópteros e tanques Fuchs. Estes são autênticos laboratórios ambulantes especializados em detecção e destruição de minas antipessoas.

A Marinha alemã iniciou, em três de fevereiro de 2002, a sua primeira ação antiterror no Chifre da África, a partir do porto de Djibuti, com três fragatas e dois navios de escolta, e uma tripulação de 850 soldados. Nem o governo nem as Forças Armadas alemãs apresentaram um balanço até agora da ação alemã antiterror da ação no Chifre da África.