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Mundo

60 anos após Hiroshima: ameaça atômica permanece

Seis décadas depois do lançamento da primeira bomba atômica sobre uma cidade, a comunidade internacional continua sem a perspectiva de um consenso na questão do desarmamento nuclear.

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A cidade japonesa quatro semanas após o ataque nuclear

Ainda no início dos anos 1960, o então presidente norte-americano, John F. Kennedy, alertava para o perigo de um mundo com 30 ou 40 potências atômicas. Movidos por desconfiança e pela ameaça mútua, representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – ao mesmo tempo as únicas potências atômicas oficiais – elaboraram em 1968 o Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas (TNP).

Nele, cada um desses países se comprometia a não fornecer a outros Estados nem materiais nem tecnologias que fossem apropriados para o desenvolvimento e a fabricação de armas nucleares.

O acordo entrou em vigor em 1970 e tem desde então validade ilimitada. Quase 190 países o assinaram, dos quais cerca de 150 já o ratificaram. Para garantir sua observância, foi criada em Viena a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), à qual cabe realizar inspeções sobretudo nas dezenas de países que têm reatores atômicos em funcionamento.

A fim de tornar esse controle mais eficiente, deliberou-se em 1997 um Protocolo Adicional que permite a realização de inspeções espontâneas, sem aviso prévio, e que já foi assinado por 80 países.

Pontos fracos

Em princípio uma concepção lógica e sensata para reduzir o risco de uma proliferação da ameaça atômica, esses acordos tinham alguns pontos fracos que até hoje não foram eliminados. Ao lado das "oficiais", por exemplo, existem potências atômicas "inoficiais" e as "supostas", ou seja, as que se empenham em construir armas nucleares e aquelas das quais se supõe que realizem esforços nesse sentido.

As possibilidades de controlar esses quatro tipos de nações são muito limitadas e implicam também um perigo. Com relação aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, parte-se do princípio de que haja sensatez nesta questão. Mas existem países que ambicionam um potencial nuclear para utilizá-lo no exercício do poder.

Motivos desse tipo foram atribuídos ao Iraque sob o regime de Saddam Hussein, que, aliás, deu os primeiros passos no setor atômcio com a ajuda da França. O reator atômico então construído foi destruído por Israel em 1981, pouco antes de entrar em funcionamento. Mais tarde os EUA afirmaram repetidamente que Bagdá continuava realizando empenhos nesse sentido e, mesmo que não tivessem comprovado nada, utilizaram a suspeita como argumento para a guerra contra aquele país.

1945 Atombombenabwurf auf Hiroshima, Japan Atompilz

Hiroshima arde após explosão da bomba

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