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Mundo

2,6 milhões de turcos contra Brasil na Alemanha

Eles são apaixonados pelo futebol brasileiro, mas, quando a bola rolar na segunda-feira, o coração irá bater por sua seleção nacional. Confiantes, advertem o Brasil para não entrar de salto alto.

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Koç acha que o Brasil tem "o melhor time da Copa"

Quando a Seleção Brasileira entrar em campo na segunda-feira para enfrentar a Turquia na estréia de ambos na Copa do Mundo, na Coréia do Sul, Kenan Kolat, diretor do Associação Turca de Berlim-Brandemburgo, gostaria mesmo de estar ao lado do embaixador do Brasil na Alemanha, José Artur Denot Medeiros. Se seu desejo se realizará, ele ainda não sabe. Mas essa seria para ele a maneira mais simbólica de celebrar a volta da Turquia ao mundial após uma ausência de 48 anos.

Em toda Alemanha, a população turca chega a 2,6 milhões de habitantes. Muitos dos quais mantêm estreito vínculo com a Turquia, embora tenham nascido e crescido na Alemanha. Só em Berlim vivem aproximadamente 180 mil turcos, que compartilham com os brasileiros a mesma paixão pelo futebol.

Segundo Kolat, na Turquia é como no Brasil. Quando a seleção corre no gramado, fecham-se uma a uma as portas das lojas e os pequenos cafés lotam, mesmo que tenham a oferecer apenas um pequeno televisor.

Os turcos não são meros espectadores. A paixão pelo futebol também reflete-se no esporte como uma de suas opções preferidas de lazer. Somente em Berlim, há pelo menos 40 clubes registrados com nomes turcos. Quem anda pelas ruas de bairros como Kreuzberg, dificilmente escapará de encontrar um deles. Em toda a Alemanha, "há milhares", embora Kolat não saiba precisar quantos.

"O interesse pelos grêmios esportivos é muito maior do que por qualquer outra agremiação", conta. "Há muito mais membros nestes clubes do que nos de fins políticos, por exemplo." Na Alemanha, Kolat torce pelo Hertha BSC, o time local de Berlim. Mas admite que, quando equipes turcas jogam, é por elas que o coração bate. E ele não é o único. "Desde que se tornou possível assistir a jogos da liga turca via satélite, o interesse pelos times alemães vem caindo muito", comenta.

Satisfação – Mehmet Koç, 38 anos, é o organizador de um desses grêmios, o KSG Umutspor, na ativa desde 1978 e que reúne 550 sócios, sendo que 450 praticam futebol com regularidade. Para ele, a presença da Turquia na Copa do Mundo depois de quase 50 anos é como a realização de um sonho, embora ele admita que desta vez não tenha tido nenhuma dúvida quanto à classificação. "Sabia que estaríamos nessa copa pelo potencial que nosso futebol alcançou. Hoje a Turquia joga em campeonatos europeus e exporta jogadores para times internacionais."

Admiração pela camisa canarinho da "seleção mais famosa do mundo", entretanto, não falta. "Talvez seja o melhor time a se apresentar nesta Copa e vai com certeza desempenhar um papel importante. França? Não acredito. Argentina? Talvez. Portugal? Pode ser", diz Koç, confiante no desempenho do selecionado de Luís Felipe Scolari.

Mas o que há de tão bom no futebol brasileiro? "Futebol! Dança. No boxe era Mohammed Ali quem dançava no ringue. No campo de futebol, é o Brasil. Os brasileiros sabem lidar muito bem com a bola, sabem cuidar do jogo", elogia. Mas medo dos tetracampeões não há. "A Turquia é um adversário difícil. Nós não jogamos com o corpo, jogamos com a bola, assim como os brasileiros. Também sabemos dançar", brinca.

Apostas – Koç já se dá por satisfeito com o sucesso da seleção turca até aqui. Participar da copa por si só é uma satisfação, mas ele lamenta que seu país não possa estrear contra o Brasil com força máxima. Hakan Sükür, a estrela da seleção turca, está machucado. Ponto para o Brasil. "Mesmo assim ele pode ajudar muito no plano emocional. Nossa seleção é muito jovem e ele traz motivação para a garotada com sua experiência", ressalta.

Já Kenan Kolat espera mais do time. "Depois de 50 anos, as expectativas são enormes. Espero que cheguemos pelo menos até a segunda rodada, junto com o Brasil", conta. "Minha aposta para este jogo é o empate, e os dois times devem vencer as partidas seguintes. Mas se o Brasil continuar achando que só precisa jogar com 40% de sua força para vencer a Turquia, como disse Roberto Carlos, então vamos ganhar. Nosso time está pronto para boas surpresas."

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