2008: Morre estilista Yves Saint Laurent | Os acontecimentos que marcaram o dia de hoje na História | DW | 01.06.2009
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Calendário Histórico

2008: Morre estilista Yves Saint Laurent

Prêt-à-porter para as massas, smoking feminino, coleção "Trapézio". Todas essas foram revoluções do "embaixador da cultura francesa", morto em 1º de junho de 2008, aos 71 anos de idade.

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Saint Laurent (c) em 2002. À direita, Catherine Deneuve

O estilista francês Yves Saint Laurent faleceu em 1º de junho de 2008, aos 71 anos de idade. O legendário haute couturier foi o primeiro artista de seu porte a desenhar para as massas. A partir da década de 1960, ele revolucionou a moda, criando o smoking feminino e dando fim à estética "cintura de vespa".

Französischer Modeschöpfer Yves Saint Laurent gestorben

Sócio e companheiro Pierre Bergé

"Ele era mais do que um provocador, era um verdadeiro criador, anarquista libertário, lançando bombas no meio da sociedade. Assim, libertou as mulheres", comentou o sócio e parceiro Pierre Bergé. Desde 2002, Saint Laurent se recolhera à vida privada, após vender sua marca YSL à empresa francesa de marcas de luxo PPR.

A notícia de sua morte, em consequência de um tumor cerebral de que vinha sofrendo há um ano, causou enorme consternação na França. Segundo o presidente Nicolas Sarkozy foi-se "um dos maiores do mundo da moda", o primeiro a elevar a alta-costura à categoria de arte. A ministra da Cultura Christine Albanel louvou-o como o "inventor da moderna moda feminina", composta de luz, sedução e desejo.

Complemento de Chanel

Yves Saint Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia, então colônia francesa. Desde criança foi influenciado pela paixão de sua mãe pela moda. Com apenas 17 anos, teve premiado um de seus vestidos, e no ano seguinte mudou-se para Paris, logo se tornando assistente de Christian Dior.

Três anos mais tarde, assumiu a direção da casa Dior, em seguida à morte do mestre. Suas primeiras coleções, entre elas a famosa "Trapézio", lhe valeram imediatamente a reputação de menino-prodígio – mas também de destruidor – da moda parisiense.

Segundo Bergé, o estilista recém-falecido complementou o papel de Coco Chanel: enquanto esta ofereceu a liberdade às mulheres na primeira metade do século 20, "YSL" lhes deu o poder na segunda metade.

Parceria afortunada

Models auf einem Laufsteg für Yves Saint Laurent

Influências exóticas

Em 1962 iniciou um novo capítulo, com a inauguração de sua própria grife, ao lado de Pierre Bergé. A união entre o sensível criador e o apaixonado admirador e gênio financeiro provou ser um golpe de sorte.

A partir do estúdio de dois cômodos desenvolveu-se uma empresa com amplas ramificações. A logomarca YSL, em letras entrelaçadas, tornou-se conhecida no mundo inteiro.

Quatro anos mais tarde, com a linha Rive Gauche, a Saint Laurent tornava-se a primeira casa de alta costura a colocar moda prêt-à-porter no mercado. Também aqui seu sucesso foi quase imediato.

Aprendendo com Picasso & cia.

Em 40 anos de carreira, "YSL" desenhou mais de 4 mil modelos. Ele reinventou a moda de calças para mulheres, criando para elas um novo guarda-roupa básico, que incluía trench coats, jaquetas de marinheiro e ternos.

Em compensação, para a noite, o criador desenhou vestidos de baile que pareciam saídos dos contos de fadas. Ele integrou na moderna moda européia elementos dos túnicas cerimoniais chinesas, do exotismo africano e do folclore alpino.

A arte contemporânea foi outra importante fonte de inspiração para Saint Laurent, que vivia recluso, entre as numerosas obras de arte de seu apartamento parisiense de 600 metros quadrados.

Os pintores foram seus mestres, na procura das formas básicas para a moda. Os modelos Saint Laurent prestam homenagem tanto às figuras geométricas de Mondrian quanto aos padrões da pop-art, ao cubismo de Picasso ou ao cromatismo exuberante de Matisse.

Honrarias e introversão

Yves Saint Laurent Haute Couture

Mondrian na passarela

Yves Saint Laurent permanecerá um ícone da Grande Nation. O ex-presidente François Mitterrand já o classificara como um embaixador da cultura francesa para o mundo, e nomeou-o Cavaleiro da Legião de Honra em 1985.

Apesar de todo o renome e reconhecimento público, o artista permaneceu durante toda a vida tímido, introvertido e temeroso "Ele tinha um lado público e um lado privado", e este último, poucos conheciam, relembrou Bergé. (av)

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