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Mundo

2005: ano difícil para União Européia

Em 2005, a União Européia teve que enfrentar problemas como o 'não' ao projeto constitucional, dificuldades orçamentárias e indecisões no seu plano de expansão. E o choque da violência na França.

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União Européia não sentirá saudades de 2005

Com a visita do presidente norte-americano George W. Bush a instituições européias e à sede da Otan em Bruxelas, em fevereiro de 2005, o ano começou promissor para as relações entre a Europa e seu parceiro norte-americano do outro lado do Atlântico.

Até o próprio presidente francês Jacques Chirac o chamou de "bom cowboy", enquanto George Bush garantia que "nenhum poder terrestre pode separar a amizade entre a Europa e os Estados Unidos, essencial para a paz e o bem-estar do mundo".

Em 2005, as relações entre a Europa e os Estados Unidos estiveram sob uma boa estrela, sendo somente abaladas pelas acusações de transporte de prisioneiros, organizado pela CIA. O que foi negado pela secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, em sua visita a Bruxelas no dia 8 de dezembro.

Entretanto, do ponto de vista interno, o ano foi bastante árduo para a UE.

Pacto relaxado, expansões, mas nenhuma constituição

EU Finanzminister Treffen in Brüssel

Eichel no encontro da União Européia, em Bruxelas

Nas finanças, o ano começou com uma vitória alemã: o então ministro das Finanças, Hans Eichel, conseguiu em março o relaxamento do Pacto de Estabilidade do euro, que prescreve um déficit público não superior a 3% do PIB. Pela quinta vez consecutiva, a Alemanha não conseguira cumpri-lo, mas escapou à punição.

Em abril, Romênia e Bulgária assinaram o tratado de ingresso na União Européia em 2007, o mais tardar em 2008. Em discurso, o presidente romeno, Trajan Basescu, lembrou a conferência de Ialta, após o fim da Segunda Guerra, onde "ninguém nos perguntou o que queríamos. Agora assinamos um tratado que nos põe de volta na Europa".

Mas já em maio tinha-se a impressão de que "acabou-se o que era doce". No dia 29, os franceses disseram "não" ao projeto de Constituição européia. Chocado, o presidente francês advertiu que seu país perderia autoridade na futura UE, caso bloqueasse o desenvolvimento europeu.

Apesar do aviso, no dia 1° de junho os holandeses seguiram o exemplo da França, igualmente rejeitando a Constituição da UE.

E as dificuldades continuam

Symbolbild EU Türkei Istanbul

2005 marcou o início das negociações entre Turquia e UE

No mesmo "junho negro", o Reino Unido, a Holanda, Suécia, Finlândia e Espanha votaram contra o projeto de orçamento. Principalmente o Reino Unido foi atacado, por insistir na redução de sua contribuição financeira à União.

Em compensação, as relações com a Otan e os Estados Unidos continuaram bem. Em junho, a Otan decidiu ampliar sua força-tarefa no Afeganistão. A Otan, a ONU, os EUA e a União Européia planejam para o final de janeiro de 2006 uma segunda conferência internacional sobre o Afeganistão, após a de Bonn, em 2001.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, assumiu em julho a presidência do Conselho da União Européia. Apesar de muitas palavras, poucas foram as ações de Blair dentro da União, preocupado com os atentados terroristas de 7 e 21 de julho em Londres. A UE teve que esperar.

Um outro britânico, entretanto, o ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, conseguiu em outubro que fossem abertas as negociações para a entrada da Turquia na UE, embora não sem antes enfrentar a oposição do Chipre e da Áustria. A Croácia também pôde começar negociações para o ingresso e a Macedônia recebeu o status de candidata.

Super-Merkel em ação

O encontro para a decisão do projeto de orçamento, no dia 17 de dezembro, ameaçava ser um novo fracasso. Parlamentares e membros da Comissão da UE não pouparam críticas ao presidente do Conselho da União, Tony Blair, pelas exigências impossíveis de seu país ao projeto de orçamento.

EU Gipfel Angela Merkel und Javier Solana

Angela Merkel e a União Européia: um começo feliz

Até entrar em cena a chanceler federal alemã, Angela Merkel. O projeto de orçamento foi aprovado em menos de 20 horas de negociaçõese e a estréia de Angela Merkel na União Européia coroada de sucesso.

A premiê alemã tornou-se a estrela do encontro, ao agir como intermediária no conflito entre Tony Blair e Jacques Chirac. Blair abdicou de uma parte do chamado "cheque britânico" e o presidente francês prometeu aprovar mudanças orçamentárias estruturais.

Pela paz no mundo

Em 2005, a União Européia ampliou sua atuação em missões de paz pelo mundo e; até 2015, pretende utilizar 0,7% do seu PIB para projetos de desenvolvimento nos países do Terceiro Mundo.

A África é um importante ponto de atuação da UE na política externa, principalmente após as tentativas dos refugiados africanos de migrar para a Europa através do enclave espanhol de Ceuta, no norte africano.

E, por falar em África, o ano acaba com a triste lembrança dos protestos dos filhos de imigrantes árabes e africanos nas ruas das cidades francesas.

Para 2006, a pauta principal dos países reunidos em Bruxelas se concentrará nos planos de expansão.

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