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Economia

2001: um ano péssimo ano para os bancos

Caíram os lucros e a rentabilidade dos bancos alemães no ano passado. A necessidade de reduzir os custos força a fusões e cooperações. Os bancos privados estão "de olho" nos estatais e cooperativos.

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Sede do Deutsche Bank (d) e Dresdner Bank (e), em Frankfurt

Os estabelecimentos de crédito da Alemanha passam por uma fase difícil, na avaliação da Federação dos Bancos Alemães (BdB). "O ano passado foi para os bancos alemães um dos piores desde a fundação da República Federal da Alemanha", disse o diretor gerente da federação, Manfred Weber, na apresentação do Relatório 2002, publicado a cada dois anos.

Queda de lucros força fusões - Os lucros e a rentabilidade dos bancos diminuíram consideravelmente. Isso não afetou apenas alguns e sim o setor como um todo. Diante da necessidade de redução dos custos, a união de certas atividades, através de parcerias e fusões, assume maior importância. Apesar de várias fusões nos últimos anos, muitos bancos alemães ainda não atingiram um tamanho ideal como empresa - diz o relatório, acrescentando que a concentração está em pleno andamento em outros países europeus.

O sistema bancário alemão - Na Alemanha há três tipos de bancos: os privados, os estatais - caixas econômicas (municipais) e bancos estaduais - e as cooperativas de crédito. Até agora as fusões e cooperações só ocorreram entre bancos do mesmo tipo. "Essa separação estrita deveria ser abolida e fazer parte do passado", disse Weber, lembrando que outros países europeus seguiram esse caminho. "A Alemanha não pode e não deve se esquivar dessa tendência", acrescentou.

No entanto, fusões entre bancos privados e estatais não são possíveis atualmente por razões legais. Mas uma cooperação nas transferências de pagamento, por exemplo, seria cabível. A tendência a parcerias nessa área é inegável. Na semana passada, círculos financeiros informaram que os três maiores bancos privados - Deutsche Bank, Dresdner Bank e HypoVereinsbank - vão unificar seus sistemas de transferência de pagamentos. A assinatura de uma declaração de intenções seria apenas uma questão de duas semanas.

Reações - As caixas econômicas e as principais cooperativas bancárias rechaçaram a idéia de fusões. Seus porta-vozes disseram que elas não estão dispostas a contribuir para uma menor competição, às custas dos clientes. "Conclamamos os bancos particulares a procurarem suas chances de mercado na concorrência, e não na discussão sobre mudanças de estruturas", diz uma nota da Federação das Caixas Econômicas.

De 1990 até o final de 2001, o número de cooperativas bancárias diminuiu de 3.380 para 1.620. As caixas econômicas registraram uma diminuição de 770 a 535. O número de fusões dos bancos particulares não foi alto, ao contrário do volume de transações. (ns)