1993: Rabin e Arafat assinam Acordo de Oslo | Os acontecimentos que marcaram o dia de hoje na História | DW | 13.09.2016
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Calendário Histórico

1993: Rabin e Arafat assinam Acordo de Oslo

Em 13 de setembro de 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, o líder palestino Yasser Arafat e o presidente dos EUA, Bill Clinton, assinam no pátio da Casa Branca acordo pela paz no Oriente Médio.

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Clinton (centro) no histórico aperto de mãos entre Rabin e Arafat

Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos, havia conseguido trazer ao jardim da Casa Branca o chefe do governo de Israel, Yitzhak Rabin, seu ministro de Relações Exteriores, Shimon Peres, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, para assinarem um documento que sinalizaria o início do fim de décadas de conflitos. Finalmente, estava pronto o Acordo de Oslo, negociado secretamente na Noruega durante vários meses entre representantes israelenses e palestinos.

O mundo foi surpreendido pela notícia do consenso, pois, em Israel, ainda era proibido manter qualquer tipo de contato com a OLP. Diplomatas noruegueses, no entanto, haviam conseguido convencer Shimon Peres da necessidade de negociações.

A hesitação israelense ficou mais evidente nos jardins da Casa Branca, quando Clinton praticamente teve de forçar o premiê de Israel a trocar o tradicional aperto de mão com Arafat. Rabin havia tomado conhecimento das negociações quando elas já estavam numa fase adiantada.

Por isso, reconheceu: "Esta assinatura não é fácil para mim. Nem para mim mesmo, como soldado na guerra de Israel, nem para o povo israelense, ou o povo judeu na diáspora, que agora nos observam num misto de esperança e ceticismo".

Promessa vã

Israel e palestinos resolveram que a maioria dos territórios ocupados durante a Guerra dos Seis Dias a oeste do Rio Jordão seria devolvida aos palestinos e que estes organizariam uma administração própria. Para os palestinos, era como a proclamação de um Estado próprio.

Como destacou Arafat: "Gostaria de agradecer ao presidente Clinton e sua administração por terem possibilitado este acontecimento histórico esperado por todos. Aproveito para garantir ao grande povo norte-americano que meu povo compartilha os vossos ideais de liberdade, justiça e direitos humanos".

Tanto em Washington como no Oriente Médio, ainda predominava uma certa euforia, pois havia a crença de que a paz estaria próxima. Engano. Em novembro de 1995, Rabin foi assassinado e seu sucessor, Benjamin Netanyahu, iniciou a desconstrução do processo selado em Washington em 1993. Yasser Arafat morreu em circunstâncias estranhas em 2004.