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Calendário Histórico

1991: Incêndio na Highway 24, Califórnia

No dia 20 de outubro de 1991, uma faísca resultante de um incêndio anterior causou catástrofe na Califórnia, com 25 mortos e 150 feridos, além de milhares de prédios e residências destruídos.

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"É realmente estranho, eu já não me lembro de muita coisa, mas o que ainda está claro é que era terrivelmente quente, onde quer que a gente estivesse era terrivelmente quente. Não havia nenhum alívio. E, então, o cenário depois do fogo: quarteirões inteiros de casas inteiramente queimadas. Mais parecia o resultado de um bombardeio gigantesco do que de um incêndio."

Essa é a recordação que James Williams, do corpo de bombeiros da Califórnia, tem do pior incêndio que assolou o estado nas últimas décadas. Somente o incêndio de San Francisco, após o grande terremoto de 1906, atingiu dimensões semelhantes.

A tragédia teve início no dia 19 de outubro, na rodovia Highway 24. Partindo de Oakland, essa autoestrada acompanha a costa oriental da baía de San Francisco, através dos distritos de Alameda e Contra Costa, no estado da Califórnia.

Nas obras que estavam sendo realizadas nas proximidades do túnel de Caldecott, foi deflagrado um pequeno incêndio. O fogo foi logo debelado e 25 integrantes do corpo de bombeiros permaneceram no local, a fim de controlar novos focos.

Aquele mês de outubro estava excepcionalmente quente, com temperaturas de até 33ºC, além de um vento forte vindo do leste. E isto, num território com colinas íngremes e matas espessas de um despenhadeiro, cortado por estradas estreitas. Em resumo: todas as condições necessárias para um incêndio catastrófico juntaram-se naquela manhã de 20 de outubro de 1991.

Uma única faísca

Leonard DeStefano, integrante do corpo de bombeiros, tomou conhecimento do incêndio pelo rádio: "Parecia realmente ser algo muito grave, e quando disseram que os colegas de Oakland estavam solicitando ajuda, peguei meu equipamento e segui para lá. Fui primeiro para a Highway 24, mas ela estava bloqueada, tive de contornar a área interditada e cruzei o túnel Caldecott. Ali encontrei o quartel-general do corpo de bombeiros de Oakland, no meio da autoestrada."

Uma única faísca surgida das cinzas do incêndio apagado havia sido suficiente para deflagrar a catástrofe. Ela voou para um eucalipto seco, que logo pegou fogo. O vento forte rapidamente espalhou as chamas em diversas direções, tornando o incêndio incontrolável.

Temendo pela própria vida, os bombeiros e tiveram que se retirar. Eles pediram reforço e todas as unidades disponíveis dirigiram-se para o local. No final, 50 unidades de corpo de bombeiros de toda a Califórnia lutavam contra as chamas, com o apoio de helicópteros e aviões.

O fornecimento de água era difícil e chegou mesmo a ser interrompido, pois o fogo danificara a rede de eletricidade, fazendo com que os tanques e reservatórios não pudessem ser reabastecidos. Os bombeiros foram forçados a se retirar de alguns pontos, simplesmente por não disporem mais de água para apagar o fogo.

Alguns corpos de bombeiros de outros distritos, que foram ajudar no combate às chamas, não puderam utilizar as suas mangueiras, pois as conexões eram incompatíveis com os hidrantes de Oakland. Milhares de pessoas tiveram de fugir levando um mínimo de pertences, para pelo menos salvar as próprias vidas.

O balanço do incêndio de 1991: 25 mortos, 150 feridos, 2.843 prédios destruídos, 3.469 residências danificadas ou destruídas. Uma superfície de mais de 6 milhões de metros quadrados foi queimada, com prejuízos calculados em 1,5 bilhão de dólares.