1982: Morre Romy Schneider | Os acontecimentos que marcaram o dia de hoje na História | DW | 29.05.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Calendário Histórico

1982: Morre Romy Schneider

Após uma curta vida repleta de triunfos e tragédias, a atriz Romy Schneider morreu em 29 de maio de 1982, aos 43 anos. Embora o papel de Sissi a tivesse tornado famosa, mais tarde ela viria a odiar o personagem.

Seus três casamentos, a morte do filho de 14 anos e seu falecimento aos 43 anos de idade contribuíram para que Romy Schneider se tornasse um mito. O grande sucesso nas telas foi compensado por tragédias na vida privada. Filha dos atores Magda Schneider e Wolf Albach-Retty, Romy estreou no cinema aos 14 anos, em Quando voltam a florescer os lilases. Neste filme, ela contracenou com a mãe, que controlou sua carreira até o primeiro casamento de Romy.

A atriz Rosemarie Magdalena Albach-Retty, ou Romy Schneider, nasceu em 23 de setembro de 1938, em Viena, poucos meses após a anexação da Áustria pelas forças nazistas. Ela foi provavelmente a atriz de língua alemã sobre a qual foram feitos mais comentários em todos os tempos. Romy Schneider conquistou as telas de cinema com a trilogia rodada entre 1955 e 1957, centrada na vida da imperatriz austríaca Elisabeth von Bayern, carinhosamente conhecida por Sissi.

Sissi, com Karlheinz Böhm e Romy Schneider

Êxito no papel de Sissi

Choque com lesbianismo

Mais tarde, ela odiaria o rótulo de jovem imperatriz. Cansada da imagem de "filha boazinha" e "jovem princesa inocente", a já famosa Romy Schneider foi em busca de filmes adultos. Em 1958, provocou escândalo com sua atuação numa história de lesbianismo em Senhoritas de uniforme.

Bildgalerie Romy Schneider mit Alain Delon

Beijo entre Romy Schneider e Alain Delon em 22 de março de 1959

No mesmo ano, durante as filmagens de Christine, apaixonou-se pelo então também jovem ator Alain Delon. Ela se mudou para Paris, onde ambos trabalharam juntos com teatro. Foi o diretor italiano Luchino Visconti quem mudou radicalmente sua trajetória, dando-lhe um papel digno de grande atriz no episódio O trabalho, em Bocaccio 70.

Em 1966, ela se casou com o ator e diretor de teatro Harry Meyen. Desta união nasceu David Christopher, em 1966. Uma estação importante em sua carreira foi A piscina, novamente ao lado de Alain Delon, em 1969, um sucesso de público.

Depois da separação de Meyen, em 1975, ela se casou com seu secretário, Daniel Biasini, 11 anos mais novo, com quem teve uma filha, Sarah Magdalena, nascida em 1977.

Golpes do destino

Em 1979, suicidou-se o primeiro marido da estrela, o diretor de teatro alemão Harry Meyen, de quem ela já estava divorciada. Em 1981, o pior ano de sua vida, ela se separou de Basini. Em maio, precisou extrair um rim devido a um tumor; e, dois meses depois, seu filho de 14 anos morreu tragicamente ao tentar pular uma grade de metal.

Bildgalerie Romy Schneider Filmszene

A atriz em 1979

Pouco depois da estreia de seu último filme La passante du Sans-Souci em 29 de maio de 1982, Romy Schneider foi encontrada morta pelo companheiro, Laurent Petin, em seu apartamento em Paris.

A atriz, que viveu intensamente, não resistira a uma série de tragédias que tumultuaram sua vida num curto espaço de tempo e que ela tentara em vão combater com álcool e medicamentos. Poucas semanas antes de morrer, dissera à mãe ao telefone: "Sou uma mulher acabada. E isto com 43 anos".

Quando Romy Schneider foi encontrada morta em seu apartamento parisiense logo se espalhou o boato de que ela havia cometido suicídio. Mas o médico Emile Deponge escreveu em seu atestado de óbito simplesmente: "Morte natural em consequência de parada cardíaca". Na manhã seguinte, as manchetes traduziam a seca linguagem médica: "Romy morreu de coração partido".

Os franceses reconheceram seu talento mais que os alemães. Em pesquisa realizada em 1999, eles elegeram Romy Schneider a "atriz do século 20", colocando-a à frente de Catherine Deneuve, Jeanne Moureau e Marilyn Monroe. (rw/lk)

Leia mais