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Calendário Histórico

1968: Jacqueline casa-se com Onassis

No dia 20 de outubro de 1968, o bilionário grego Aristóteles Onassis, de 62 anos, se casou com Jacqueline Kennedy.

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Jacquie e Aristóteles Onassis

No dia do seu casamento na ilha particular, ficou claro que o bilionário grego Aristóteles Onassis podia comprar tudo, inclusive a viúva mais famosa do mundo, Jacqueline Kennedy. Como escreveu o biógrafo de Onassis, Peter Evans, o "rei dos navios-tanque" achava o trabalho mais excitante que o sexo. Mesmo assim, estava sempre atrás de mulheres.

Sua moradia – e ao mesmo tempo local de trabalho – era o iate Christina. O homenzinho de 1,65 m de altura detestava escritórios. Preferia viajar sem mala e sem dinheiro, levava apenas o telefone e sua agenda marrom. Ele mesmo dizia que não existe receita para tornar-se o homem mais rico do mundo, mas admitia que eram necessários muito trabalho, muita reflexão e uma boa porção de sorte.

Anfitrião de ricos e famosos

Jacqueline em 1963, quando a primeira-dama dos Estados Unidos passou duas semanas no seu iate para se recuperar do nascimento seguido de morte do terceiro filho dela. Onassis vivia de puro luxo e conhecia quase todos os ricos e famosos do planeta. Era comum hospedar beldades como Liz Taylor e Greta Garbo, ou personalidades políticas como Winston Churchill.

Nascido na Turquia, Aristóteles Onassis pisou em solo grego pela primeira vez aos 16 anos. Ele deixou a cidade natal, Smirna, depois que os turcos queimaram a casa de seus pais e mataram seus parentes durante a guerra entre Grécia e Turquia, em 1922. Seu primeiro milhão, ele faturou no Brasil e na Argentina, com o comércio de tabaco.

A base para os milhões seguintes foi lançada na década de 30, quando comprou seis navios de uma companhia marítima canadense por um décimo do preço que valiam. Em 1935, iniciou-se no ramo dos navios-tanque e faturou milhões no transporte para os Aliados durante a 2ª Guerra Mundial.

Athina e Maria Callas

Christina Onassis

Christina Onassis, com a filha, Athina

Em 1946, Onassis casou-se com Athina Livanos, filha de um importante armador grego. O casamento, mantido apenas nas aparências, trouxe-lhe dois filhos: Alexander e Christina. Outra mulher que seduziu o milionário foi a também grega Maria Callas. Como escreveu o biógrafo, "a fama dela era importante para ele. Outros colecionavam obras de arte. Ele tinha conseguido a mais famosa cantora de ópera".

Durante nove anos, Callas acompanhou Onassis. Ela dedicou-se à arte; ele, aos negócios. Quando John Kennedy foi assassinado, o milionário voltou a desenvolver seu instinto de caçador: desta vez o alvo foi a jovem viúva Jacqueline.

O mundo ficou perplexo, quando depois de cinco anos "Jacquie" optou por Onassis, e não por uma liderança política ou um aristocrata famoso. A imprensa sensacionalista destacou em letras garrafais: "A América perdeu uma santa". Ou como comparou o jornalista grego Dimitris Limberopoulos: "Onassis tirou o quadro de santa da parede e o jogou na cama!".

Onassis morreu em 1975, aos 69 anos, de uma infecção pulmonar em Paris, antes da consumação do divórcio e antes que pudesse deserdá-la de seus milhões. Jacqueline retornou à companhia dos filhos nos Estados Unidos, onde sua vida reservada reconquistou a simpatia de muitos norte-americanos. Ela morreu de câncer em 1994.