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Calendário Histórico

1957: Inauguração da Casa das Culturas do Mundo, em Berlim

A Casa das Culturas do Mundo, um presente dos EUA, foi inaugurada como parte da exposição Interbau, em 19 de setembro de 1957 em Berlim.

A Casa das Culturas do Mundo funcionava inicialmente como Sala Benjamin Franklin, nome também da fundação que a financiou. O prédio foi um presente dos EUA para a Exposição Internacional da Construção (Interbau), que aconteceu em Berlim, e foi inaugurado em 19 de setembro de 1957.

A "Ostra Grávida"

O projeto foi executado pelo arquiteto americano Hugh Stubbins e é composto de uma base de concreto medindo 92 por 96 metros, onde se encontram, divididos em três pavimentos, auditórios, cantina, espaços de exposição e administração.

Nesta plataforma repousa a sala propriamente dita, uma cúpula com teto em membrana curva sustentado por dois arcos de concreto que repousam somente em dois pontos no solo. A sala tem capacidade para cerca de 1,2 mil espectadores e por sua forma oval levou o apelido de "Ostra Grávida" dos moradores de Berlim.

A entrada do prédio é marcada por uma escadaria que leva ao teto da base e a um espelho d'água, coroado pela escultura A Grande Borboleta, do artista inglês Henry Moore.

Por desgaste de material nos arcos, o teto da "Ostra Grávida" caiu em maio de 1980, ocasionando a morte de uma pessoa.

Por ocasião dos 750 anos de Berlim, a administração da cidade resolveu dar-lhe novamente um presente: a reconstrução do edifício original, reaberto em 1987 com o nome de Casa das Culturas do Mundo.

O problema da cúpula

No mesmo ano de sua construção, o professor suíço Siegfried Giedion publicou em seu livro Arquitetura e Comunidade uma pequena análise sobre o que a cúpula significa na História da Arquitetura.

De representação uterina da fertilidade materna nas primeiras civilizações à idéia de reprodução da abóboda celestial no auge da civilização romana, passando pela necessidade barroca de encenação do mistério e do infinito, Giedion retratou o problema da cúpula na sociedade do pós-guerra como uma forma de redescoberta da vida em sociedade, mostrando-nos o seu valor festivo-sacral.

E foi justamente o projeto para a Casa das Culturas do Mundo de Hugh Stubbins que Giedion utilizou, em 1956, como exemplo para ilustrar suas teorias, explicando também que esse projeto marca o retorno de uma técnica construtiva para seu lugar de origem, já que a membrana de concreto curva havia sido inventada na Alemanha no começo do século 20.

Campanário

Um dos motivos de destaque do projeto da Casa das Culturas do Mundo é com certeza sua localização. Situada no parque do Tiergarten, bem próximo ao prédio da chancelaria federal, a "Ostra Grávida" se ergue como um monumento no meio do verde.

O valor desta cúpula parece também ter sido entendido pelo governantes da cidade de Berlim, que aproveitando o aniversário de 750 anos da cidade e a reconstrução do prédio, em 1987, resolveram coroá-lo com o Carillon, construído a poucos metros do edifício. O Carillon, com os seus 68 sinos, é o maior campanário da Europa.