1955: Estreia de ″Vidas amargas″ | Os acontecimentos que marcaram o dia de hoje na História | DW | 09.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Calendário Histórico

1955: Estreia de "Vidas amargas"

No dia 9 de abril de 1955, estreou "Vidas Amargas", baseado num romance de John Steinbeck. O protagonista James Dean morreria meses depois, permanecendo um ídolo da juventude.

default

Cartaz original do filme de Elia Kazan

No dia 9 de abril de 1955, estreou Vidas amargas (East of Eden), do diretor Elia Kazan. O filme causou sensação em todo o mundo, principalmente por seu ator principal, James Dean, que rapidamente se tornara um símbolo para a juventude.

A película se baseia no romance homônimo de John Steinbeck, de 1952, que reconta a história bíblica de Caim e Abel. A ação se passa na Califórnia, em 1917, portanto durante a Primeira Guerra Mundial.

Quando seu pai perde muito dinheiro num negócio mal-sucedido, Cal Trask (James Dean) pede um empréstimo à mãe. Esta já havia abandonado a família há muito tempo, para manter um bordel, mas apenas Cal sabe disso. Ele aplica o dinheiro na plantação de feijão.

No aniversário do pai, o irmão Aron (Richard Davalos) anuncia seu noivado com Abra (Julie Harris). Cal presenteia o pai com os lucros no negócio dos feijões. Mas o pai o insulta, por acreditar que o dinheiro vem de negócios escusos com a guerra: "Não quero este dinheiro sujo. Veja o exemplo de seu irmão. Se quiser me dar algo, torne-se uma pessoa digna. Seria o melhor presente pra mim."

Desamor trágico

James Dean 50. Todestag Porträtfoto

James Dean

Desesperado, Cal quer se vingar e conta ao pai e ao irmão a verdade sobre a mãe. E mais: "Sei por que ela faz isso. Sei por que deixou você. Ela não o agüentou, porque você a amou tão pouco como a mim. Porque você é tão bom e digno. Jamais você saiu um centímetro de sua linha de convicções por amor a ela e a mim. Você sempre me desculpou, mas jamais me amou."

As consequências da revelação: Aron, que detesta a guerra, se alista e vai para o front. O pai sofre um derrame cerebral. Na sua cabeceira, a futura nora, que na realidade ama Cal e não Aron, apela para que ele demonstre um sinal de amor a Cal:

"O senhor me desculpe, mas é terrível não ser amado. É o pior que pode acontecer a um ser humano. Acredite-me, senhor Trask, eu sei. Sem amor, a gente fica obstinada e má. Foi assim com toda a vida de Cal. O senhor não tinha a intenção, mas foi assim. Eu sei, ele fez algo terrível e também não peço que o perdoe, mas o senhor tem que demonstrar que o ama."

No fim do filme, o pai perdoa o filho.

Ídolo dos incompreendidos

James Dean não precisou "representar" sua personagem em Vidas amargas. Na vida real, ele era como Cal, inquieto e revoltado. Por isso, conseguiu atrair tantos fãs, como a alemã Anne Breyer, que tinha 14 anos quando estreou o filme:

"Quando fiquei sabendo que ele morrera, aos 24 anos, no acidente com seu Porsche, cinco meses depois da estreia do Vidas amargas, não consegui parar de chorar dois dias seguidos. Acho que toda minha geração o idolatrou porque ele se sentia incompreendido, porque se rebelou contra as normas da sociedade, o mesmo que sente um adolescente. Amigos e colegas de cinema de James Dean revelaram que ele era amável e tinha muito talento. Ao mesmo tempo, era um jovem tenso e cheio de neuroses. 'Viva rápido, morra jovem', dizia-se ser um de seus lemas. Seus amigos contaram ainda que ele se aproximava tanto de mulheres como de homens. James Dean gostava muito de corridas de automóvel e aprendeu boxe, esgrima, dança, canto, violão e guitarra, tênis e até touradas."

O ator natural de Indiana foi vítima de um acidente de carro na Califórnia, em 30 de setembro de 1955. Ao lado de Vidas amargas, os maiores sucessos de sua breve carreira foram Juventude transviada (Rebel without a cause) e Assim caminha a humanidade (Giant).

Leia mais