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Calendário Histórico

1949: Primeira Feira do Livro de Frankfurt

A principal feira do mercado livreiro do mundo abriu suas portas pela primeira vez em 18 de setembro de 1949, em plena época de reestruturação econômica da Alemanha. O país renascia das cinzas da Segunda Guerra Mundial.

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Público circula pelo pavilhão 3

Desde o tempo de Gutenberg, Frankfurt é considerada a capital europeia do livro. Mesmo assim, por razões políticas, a feira do livro, que tradicionalmente ocorria nessa cidade, foi transferida para Leipzig, no leste do país, no século 18.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a divisão da Alemanha, em 1949 Frankfurt voltou a ser instituída como sede do grande evento cultural.

Outro aspecto relevante para a escolha de Frankfurt como centro das atenções literárias foi a mudança de grandes editoras alemãs – como a Suhrkamp, a Insel e a Brockhaus – para o oeste alemão.

Assim como os demais setores econômicos, a indústria editorial enfrentava grandes dificuldades nos primeiros anos depois da guerra. Todo o país estava sendo reconstruído e, com isso, o poder aquisitivo era bastante restrito. Justamente por dispor de pouco dinheiro, o consumidor preferia gastar em alimentos e vestuário.

Mesmo com todas as dificuldades, a primeira feira, realizada na Igreja de São Paulo (Paulskirche), teve mais de 200 expositores, já com representantes internacionais. Ela durou seis dias e recebeu cerca de 15 mil visitantes.

No ano seguinte, a Associação do Comércio Livreiro Alemão instituiu o Prêmio da Paz, numa tentativa de "conciliação da Alemanha com o mundo, após as atrocidades cometidas pela ditadura nazista". O primeiro agraciado, em 1950, foi o escritor Max Tau. Entre grandes nomes da literatura que receberam o prêmio estão Hermann Hesse, Astrid Lindgren, Mario Vargas Llosa e Jürgen Habermas.

Na sua quinta edição, em 1953, o número de participantes estrangeiros já era maior que o de alemães, consagrando a Feira do Livro de Frankfurt como ponto de encontro da literatura mundial. Ao mesmo tempo em que cresce sua importância econômica, ela não quer ser apenas uma exposição de livros, e sim plataforma de discussão cultural, oferecendo uma série de atividades paralelas.

RF/dw
Revisão: Alexandre Schossler

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