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Calendário Histórico

1925: SPD cria Fundação Friedrich Ebert

No dia 4 de março de 1925, o Partido Social Democrata da Alemanha criou a Fundação Friedrich Ebert. Seu objetivo é promover a consciência democrática e o entendimento entre os povos.

Friedrich Ebert, primeiro presidente democraticamente eleito da Alemanha

Friedrich Ebert, primeiro presidente democraticamente eleito da Alemanha

A Fundação Friedrich Ebert, Friedrich-Ebert-Stiftung (FES), foi criada no dia 4 de março de 1925, pelo Partido Social Democrata (SPD), em memória do primeiro presidente da Alemanha eleito democraticamente. Desde 2000, sua sede está em Berlim. A fundação conta com parceiros em dezenas de países.

O patrono da fundação, Friedrich Ebert, nasceu em Heidelberg, em 4 de fevereiro de 1871, e faleceu aos 54 anos de idade, no dia 28 de fevereiro de 1925, em Berlim. Presidente do Império Alemão (Deutsches Reich) de 1919 a 1925, deixou o seguinte testamento político, registrado no Anuário da Social Democracia Alemã de 1926: "Conceder ajuda a trabalhadores jovens e competentes, oriundos de famílias pobres, para poderem estudar em instituições reconhecidas pelo Estado."

Ex-bolsista Schröder

O ex-chefe de governo alemão Gerhard Schröder (1998-2005) orgulha-se de ter sido bolsista da Fundação Friedrich Ebert. Ao longo dos anos, a instituição ampliou bastante suas atividades. Além de ajudar estudantes carentes, fomentar a pesquisa e prestar consultorias, passou a investir na formação política na Alemanha, com o objetivo é formar cidadãos críticos e participativos.

Os centros de formação e escritórios regionais da FES espalhados por toda a Alemanha procuram também servir de mediadores entre culturas e religiões. O público-alvo são multiplicadores de conhecimento nas áreas política e social, especialmente os jovens, já que, segundo um lema da instituição, "cada geração precisa ser conquistada para a democracia".

No plano internacional, a Fundação Friedrich Ebert destaca-se na Europa por seu apoio ao processo de integração e ao fortalecimento da aliança transatlântica com os Estados Unidos. A instituição também atua no Japão, Oriente Médio e nas antigas repúblicas soviéticas, dispensando atenção especial aos processos de democratização e desenvolvimento econômico dos países do Terceiro Mundo.

FES na América Latina - Na América Latina e no Caribe, a Fundação Friedrich Ebert mantém 18 escritórios, com 130 funcionários locais e 22 alemães. A prioridade na região é fomentar a consolidação democrática, os processos de integração regional - como o Mercosul, as iniciativas de paz da América Central, reformas políticas e sociais em Cuba e o fortalecimento do sindicalismo.

Brasil - No Brasil, a Fundação surgiu em 1976 e é mais conhecida como ILDES. Desde o início, ela cooperou estreitamente com o movimento de oposição ao regime militar, especialmente com o chamado "Novo Sindicalismo". Um fruto desse movimento é a CUT, fundada em 1983 e hoje, com mais de cinco milhões de filiados, a maior central sindical da América Latina.

Atualmente, a fundação trata de questões como liberdade sindical e reforma trabalhista, política industrial, métodos de formação e participação sindical, situação da mulher no mercado de trabalho e efeitos da integração regional. Em função da crescente presença de empresas alemães no Brasil, a Fundação Friedrich Ebert incentiva também a cooperação entre os sindicatos dos dois países.

Programas - A matriz da Fundação na Alemanha e o escritório de contato com a União Européia em Bruxelas oferecem também programas de visita, que permitem às entidades parceiras conhecerem a realidade alemã ou européia.

Em geral, viaja um grupo de cinco a sete pessoas durante uma semana e absolve um denso programa de conversas com especialistas vinculados a áreas como legislação trabalhista, sistema tributário, administração municipal, políticas econômicas e de emprego.

Por outro lado, para os visitantes da Alemanha, sobretudo políticos e sindicalistas, o ILDES muitas vezes é o primeiro contato no Brasil.

Essa ampla gama de atividades obviamente tem seu custo. O orçamento geral da Fundação Friedrich Ebert, em 1998, foi de mais de 200 milhões de marcos, sendo 97% oriundos dos cofres públicos alemães.

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