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Estados Unidos

Ópera de Nova York afasta James Levine após denúncias de agressão sexual

Maestro, que se aposentou em 2016, foi diretor-musical da Ópera Metropolitana por mais de 40 anos e ainda colaborava com instituição. Investigação externa vai apurar denúncias.

Maestro James Levine

Levine dirigiu mais de 2.500 apresentações de quase 85 óperas na Met

A Ópera Metropolitana de Nova York anunciou neste domingo (03/12) a suspensão de todas colaborações com o maestro James Levine depois de uma série de denúncias de agressão sexual. "O sr. Levine não estará envolvido em nenhuma das atividades da Met", afirmou o diretor-geral Peter Gelb.

O ex-procurador do estado de Nova York Robert J. Cleary foi encarregado pela direção da orquestra de conduzir uma investigação sobre as denúncias de abusos, que teriam ocorridos ao longo de décadas. Os casos remontam ao fim dos anos 1960.

Leia também: Como agressões sexuais em público são punidas no mundo

Cleary é conhecido por sua atuação durante o julgamento de Ted Kaczynski, o "Unabomber", que realizou diversos atentados com pacotes explosivos e foi condenado à prisão perpétua em 1998. Atualmente o ex-promotor é diretor de investigações do escritório de advocacia Proskauer Rose.

Segundo o jornal The New York Times, Ashok Pai, uma das vítimas, afirmou ter sido molestado por Levine a partir de 1986, quando tinha 16 anos. Ele registrou o ocorrido na polícia de Illinois apenas em 2016. Outras duas vítimas fizeram denúncias semelhantes contra o maestro, que até agora não se manifestou.

A direção da ópera nova-iorquina tinha conhecimento do relatório policial de 2016, mas, segundo Gelb, Levine disse que as acusações eram falsas. "Com base nessas novas informações, a Met tomou a decisão de atuar a partir de agora, enquanto aguarda os resultados do inquérito", declarou Gelb. "É uma tragédia para todos cujas vidas foram afetadas."

No final da temporada 2015/16, Levine se aposentou, após mais de 40 anos como diretor-musical da Met, onde dirigiu mais de 2.500 apresentações de quase 85 óperas. Mesmo aposentado, o maestro exercia o cargo de diretor musical emérito da instituição.

No sábado, Levine regeu uma apresentação do Réquiem, de Verdi, transmitida por rádio para o mundo inteiro e que pode ter sido sua última colaboração com a Met. A próxima apresentação prevista seria a ópera Tosca, de Puccini, na noite de réveillon.

Apesar de lutar contra problemas de saúde nos últimos anos, inclusive o mal de Parkinson, o regente foi chamado para conduzir diversas apresentações da Met nesta temporada. 

Desde o escândalo causado pela divulgação das denúncias de agressões sexuais cometidas pelo produtor de cinema Harvey Weinstein, em outubro, denúncias semelhantes foram feitas em vários países contra personalidades do mundo artístico.

RC/lusa/ap

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