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Economia

Índice da inflação anual na zona do euro atinge 2,6%

Alemanha fica pouco abaixo da média, com 2,4% ao ano. Holanda registra o índice mais alto e França o mais baixo da união monetária. Presidente do BCE não vê perigo de um aumento contínuo dos preços.

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Wim Duisenberg, presidente do Banco Central Europeu

O índice da inflação nos 12 países da zona do euro atingiu no último ano 2,6%, segundo informou nesta terça-feira a Agência de Estatísticas da União Européia (Eurostat).

De acordo com especialistas alemães, a taxa da inflação anual a ser registrada no mês de janeiro pode chegar até mesmo aos 3%, em função da introdução do euro, do aumento dos impostos no país e do rigoroso inverno que assola o continente europeu (fator responsável pelo aumento dos preços de alimentos, como frutas e verduras).

Impostos – Segundo o Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, não se pode ainda verificar qual o papel exercido pelo euro no aumento do índice de preços. Já o aumento dos impostos, principalmente sobre o tabaco e os derivados do petróleo, poderá responder por um aumento efetivo do índice de preços da ordem de 0,4%, mesmo caso seja comprovada uma completa estabilidade pós-introdução do euro. Os resultados das mudanças ocorridas após a circulação da nova moeda só serão conhecidos com exatidão no final de fevereiro.

Índices – A Alemanha, maior economia da união monetária, ficou com dois pontos percentuais abaixo da média inflacionária dos outros países, registrando uma taxa de 2,4% ao ano. O índice mais alto foi atingido pela Holanda (5,1%) e o mais baixo pela França (1,8%). Na Grã-Bretanha, um dos três países da UE que não aderiram ao euro – ao lado da Dinamarca e da Suécia – a inflação registrada foi de 1,2% ao ano.

Aceleração pontual – O presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg, afirmou que não vê perigo de um aumento contínuo do índice de inflação na zona do euro: "Se houvesse um efeito de aceleração, este seria pontual, sem efeitos a longo prazo". A taxa anual da inflação, segundo ele, irá cair para 1,5 ou 1,6% no primeiro semestre de 2002.

De acordo com Duisenberg, o índice de preços irá subir nos meses de janeiro e fevereiro por razões meramente estatísticas, "o que não tem nada a ver com o euro". Para o consumidor, no entanto, fica difícil avaliar o "crescimento real" da inflação, completou.

Reaquecimento – Duisenberg afirmou contar com um reaquecimento da conjuntura em 2002 (de início moderado, mas sempre com tendências a aumentar até o final do ano) e anunciou que os dados econômicos divulgados não são, para o BCE, razão para uma nova redução dos juros. No próximo dia 7 de fevereiro, os presidentes dos bancos centrais da zona do euro irão se reunir em Maastricht, na Holanda, para fazer um balanço do início da circulação da nova moeda e discutir sobre as taxas de juros-guia.

Déficit – Duisenberg manifestou preocupação em relação ao déficit orçamentário alemão, que aproxima-se cada vez mais do teto de 3% do PIB, estabelecido para a estabilização da nova moeda. "É para mim um enigma o fato de a Alemanha ter a taxa de crescimento mais baixa dos países da zona do euro", observou Duisenberg. Uma explicação plausível para isso o presidente do BCE afirmou não ter ainda encontrado.