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Esporte

Élber: "Tenho muita saudade da Alemanha"

Em entrevista exclusiva à DW-WORLD, o atacante do Cruzeiro fala sobre o "recomeço" de sua carreira no Brasil, Lothar Matthäus e o desempenho dos clubes da Bundesliga nos campeonatos europeus neste ano de Copa do Mundo.

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Atacante (c) está contente com primeiros jogos pelo Cruzeiro

DW-WORLD: Como está sendo seu "reinício de carreira" no futebol brasileiro?

Giovane Élber: Está sendo muito bom. No começo, eu tinha um pouco de medo, não sabia muito bem como são os clubes brasileiros, se era possível fazer um trabalho bem feito. O futebol brasileiro infelizmente não tem tanto dinheiro como a Bundesliga, mas a estrutura aqui no Cruzeiro ou no Palmeiras ou São Paulo é muito bem organizada.

Além disso, consegui marcar quatro gols em quatro jogos pelo Campeonato Mineiro e na primeira partida pela Copa do Brasil marquei dois, o que é muito bom depois de um ano parado, longe de atuar por 90 minutos.

Você sente saudades da Alemanha?

Tenho muita saudade da Alemanha. Aos sábados, quando a gente está na concentração, sempre acompanho os jogos da Bundesliga e mando SMS para que os amigos na Alemanha me mantenham informados. Não tem como você esquecer os 11 anos de Alemanha.

Sinto saudades da vida, do futebol, dos clubes onde joguei, do Stuttgart, Bayern e até do Gladbach. Isso é uma coisa boa que ficou. Tenho uma sensação meio estranha, por não mais estar na Alemanha, mas, por outro lado, é um sentimento bom ter jogado lá e ter visto tudo o que se tem no futebol alemão.

Ainda mantém contato com os clubes onde jogou?

Mantenho contato ainda com jogadores do Gladbach, do Bayern de Munique, para o Fredi Bobic também ainda telefono às vezes. [Com Bobic e Balakov, Élber formou o "triângulo mágico" do Stuttgart].

Já se arrependeu de ter deixado a Bundesliga?

Não, não me arrependi. Por tudo o que aconteceu no Gladbach, foi a melhor coisa que podia fazer. Não esperava sair da forma como saí, queria ter jogado o campeonato até o final no Gladbach, porque acho que tinha condições de ajudar a equipe. Mas achei que o melhor para mim e minha família era voltar ao meu país, jogar aqui uma ou duas temporadas e depois encerrar a carreira.

Foi uma experiência linda no Stuttgart e no Bayern de Munique, menos linda no Gladbach, porque pouco joguei, devido à contusão, mas não guardo mágoa de ninguém. Eu só vejo as coisas positivas, as amizades que eu fiz, e isso foi muito importante para mim.

Pensa em ficar até o final da carreira e também depois no Brasil?

Ainda não sei. Tenho contrato até o fim do ano no Cruzeiro. Do jeito que estou treinando aqui – treina-se muito mais do que na Alemanha – estou 100% em forma e não teria problema nenhum para jogar mais uma ou duas temporadas na Europa ou em outro lugar fora do Brasil.

Inclusive na Alemanha?

Claro que eu ficaria muito feliz de poder retornar à minha casa, mas agora é muito cedo para falar alguma coisa. Primeiro, quero fazer meu trabalho pelo Cruzeiro, que está tendo repercussão muito positiva. No fim do ano, a gente vê o que acontece.

Você acompanha o trabalho do Matthäus no Atlético Paranaense? Ele tem futuro no futebol brasileiro?

Matthäus - Interesse an Trainerjob in Brasilien, brasilianische Kinder in Curitiba

Matthäus faz bom trabalho, diz Élber

Ele está fazendo um trabalho muito bom. Com ele no comando, o Atlético Paranaense ainda não perdeu nenhum jogo. Ele está trazendo uma cultura nova para os jogadores brasileiros. Tanto o Matthäus está aprendendo no Brasil, quanto os jogadores do Atlético estão aprendendo com ele.

A Bundesliga 2005/2006 está tendo as emoções que se esperava num ano de Copa? O Hamburgo e o Bremen ainda podem tirar o título do Bayern?

A Bundesliga sempre tem emoção até os últimos jogos da temporada. Agora, o Bayern tem uma seleção em seu time, tem muitos jogadores que atuam nas seleções de seus países. Surpreendente é o Hamburgo, onde o Thomas Doll está fazendo um excelente trabalho. O Hamburgo e o Werder Bremen ainda têm chances de brigar pelo título, mas é difícil. Eles têm de torcer para que dê tudo errado no Bayern de Munique nos próximos meses.

Como você vê a atual crise do Stuttgart – a demissão do Trapattoni, etc?

A demissão do Trapattoni me surpreendeu. Ele estava tentando fazer um trabalho como o que fez no Benfica e no Bayern de Munique. No Benfica também foi criticado pela forma de jogar, mas no final o clube ganhou um título que há muito tempo não ganhava em Portugal. Se ele tivesse um pouco mais de tempo no Stuttgart, teria montado um time como aquele que o Felix Magath levou à Copa dos Campeões.

E o Borrusia Mönchengladbach?

Eles foram muito bem até dezembro, ganharam 25 pontos. Agora, ganharam o clássico contra o Colônia, o que em Gladbach é mais do que ganhar do Bayern de Munique, e isso vai dar fôlego à equipe. É um grupo que tem potencial para ir até o UI-Cup ou à Copa da Uefa.

Como vê o desempenho dos clubes alemães nos campeonatos europeus? O Hertha e Stuttgart foram eliminados da Copa da Uefa, o Bayern tem de vencer o próximo jogo na Liga dos Campeões.

O Hertha passa por uma fase muito difícil, não só pela eliminação da Copa da Uefa, com problemas dentro e fora de campo. É uma pena. Montaram um time que é para pelos menos tentar chegar à Copa dos Campeões todo ano.

Já o Bayern vai ter que correr muito em Milão para conseguir uma vitória. Ballack, Kahn e Zé Roberto terão de estar num dia muito inspirado. O Werder Bremen conseguiu nos últimos minutos reverter a situação contra a Juventus, mas não está nada garantido. A próxima rodada da Liga dos Campeões vai ser muito difícil para as equipes alemãs.

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A partir de 3 de março, Giovane Elber vai escrever um blog sobre a Copa 2006 no site da DW-WORLD.

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