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Cultura

É redondo? É futurista? É um design Colani!

Com quase 80 anos de idade, o designer teuto-ítalo-suíço-polonês continua reinventando o mundo. Controvertido e irreverente, ele converteu sua queda para ficção científica em formas aerodinâmicas e orgânicas.

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Luigi Colani em foto de 1996

O universo é redondo. A Terra é redonda. Todos os projetos do designer Luigi Colani são, de alguma forma, redondos. "Do ponto de vista filosófico, a linha reta não tem justificativa para a existência", afirma o autointitulado "filósofo das formas". Em mais de 50 anos de carreira, ele projetou todo tipo de objeto do dia-a-dia, de canetas esferográficas a um navio de frete com 500 metros de comprimento.

Sacerdote do próprio culto

Colani Ausstellung in Erfurt Auto

Carro experimental na mostra 'Colani – formas e visões do 3º milênio'

O elegante serviço de chá Drop, de Rosenthal, em forma de gota, é um trabalho de Colani. Assim como a câmara fotográfica T90, da Canon – que se adapta com perfeição à palma da mão – e a futurista cozinha esférica de Poggenpohl.

Com uma queda para a ficção científica, sobretudo nas décadas de 60 e 70 ele marcou o conceito de design na consciência do grande público. E embora atualmente Colani seja o sinônimo alemão para a arte do desenho industrial inovador, nenhum designer é tão controvertido quanto esse eloqüente sacerdote do culto de si mesmo.

"Não há uma entrevista em que ele não recrie o cosmos, ou abra guerra contra seus colegas, 'esses imbecis', ou sublinhe que na Ásia é venerado como divindade", comenta o Süddeutsche Zeitung. O jornal critica o fato de que "após o lançamento encenado como sensação", os produtos projetados por Colani "desaparecem no alçapão – não se prestam à produção em série".

Nome gravado na história do design

Consta que 70% dos projetos futuristas de Colani jamais foram construídos, a revista Der Spiegel chega a contar "menos de meia dúzia que foram fabricados e vendidos".

Colani Ausstellung in Erfurt

Modelo de locomotiva aerodinâmica a vapor projetada para a União Soviética

Porém, mesmo que proceda, o fato não parece afetar o mestre e seus seguidores. Afinal de contas, a culpa cabe sempre aos outros, os "grosseirões bitolados", os "funcionários do design" ou "executivos bem penteados".

Um adepto defende: "Mesmo se considerarmos apenas 10% dos projetos de Colani como bem-sucedidos, ainda sobra o suficiente para ele entrar na história do design como um dos maiores".

Infância sem brinquedos

Luigi (Lutz) Colani nasceu em 2 de agosto de 1928 em Berlim, filho de um ítalo-suíço e de uma polonesa. Ambos o incentivaram desde cedo à criatividade, privando-o, por princípio, de todo tipo de brinquedo convencional.

Em compensação, forneceram-lhe uma fabulosa oficina de trabalhos manuais. Aos 4 anos, Luigi já sabia soldar e criava seus primeiros automóveis, aviões e navios com gesso, argila e massa de modelar.

Após os anos de escola, ele estudou de início escultura e pintura na Academia de Artes de Berlim. Mais tarde freqüentou cursos sobre aerodinâmica na Sorbonne. O estudo do movimento das substâncias gasosas fascinou o jovem, que – segundo suas próprias afirmativas – passara a infância ao lado de um campo de aviação. Alguns de seus protótipos para carros, aeronaves e bicicletas alcançam, nos testes em túnel de vento, índices de deixar outros construtores de queixo caído.

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