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Economia

É preciso coragem para mudar

Em entrevista exclusiva à Deutsche Welle, o ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, defendeu o programa de reformas do governo.

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Wolfgang Clement no parlamento alemão

Em 2003, a Alemanha escapou por um fio da recessão. Mas em 2004 a economia deverá se recuperar, crescendo entre 1,5 e 2 pontos percentuais, segundo os prognósticos do ministro Clement.

O impulso para a recuperação econômica virá, na sua opinião, com as reformas que estão sendo implantadas pelo governo federal: seus principais pontos são a redução dos impostos e dos encargos salariais e a reestruturação do mercado de trabalho, do sistema de saúde e da previdência.

Entretanto, o governo da coalizão social-democrata e verde precisa do apoio da oposição democrata-cristã para aprovar as reformas. A oposição é majoritária no Conselho Federal (Bundesrat), a câmara alta do parlamento alemão.

Diálogo e reforma da previdência

O governo tem mantido um diálogo constante com a oposição para conseguir que as reformas sejam aprovadas até o final de dezembro de 2003, afirmou o ministro da Economia. Mais do que tudo, o que está em jogo é a credibilidade da Alemanha e a instauração de um clima de confiança para investimentos no país.

Dentre as medidas prioritárias, Clement destacou a reforma da previdência e a nova legislação para o mercado de trabalho. "Precisamos de investimentos e também de cidadãos dispostos a comprar, pois o consumo está bastante estagnado no momento", disse o ministro.

Menos imposto para as famílias Clement confia nos efeitos da reforma fiscal para estimular o consumo. O governo planeja baixar a alíquota inicial para 15% e subir o limite de isenção, de forma que uma família com dois filhos e renda anual de 35.000 euros (aproximadamente 117.500 reais) não precisará mais pagar imposto de renda. A maior alíquota do imposto de renda será também reduzida para 42%.

Questão demográfica

O ministro da Economia admite que algumas das medidas propostas pelo governo, como por exemplo a redução das aposentadorias, afetam setores da população e contribuem para a queda de popularidade do governo. Mas não se trata apenas de uma questão econômica e sim demográfica, expôs à Deutsche Welle.

A Alemanha não tem mais condições de financiar os sistemas de saúde e de previdência como tem feito até agora. "Vivemos dez, 15 e até 20 anos a mais do que 30 ou 40 anos atrás, e por isso temos que mudar o sistema de seguridade social.

Graças à medicina e ao progresso, vivemos cada vez mais. Mas isso tem de ser pago de outras formas: precisamos encontrar outros caminhos de financiamento", concluiu Wolfgang Clement.

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