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Mundo

Áustria vai acolher no máximo 80 refugiados por dia

Governo austríaco vai também limitar a 3.200 o número de refugiados que podem entrar para seguir viagem até outros países. Chanceler defende que Alemanha faça o mesmo.

O governo da Áustria anunciou nesta quarta-feira (17/02) que vai aceitar, por dia, no máximo 80 requerimentos de asilo na sua fronteira sul e permitir o ingresso de até 3.200 refugiados que desejem seguir adiante para outro país, o que, na prática, significa apenas a Alemanha. A decisão vale a partir desta sexta-feira e não tem data para acabar.

"A Áustria é um dos países-membros da União Europeia mais sobrecarregados e está no limite de suas capacidades", disse a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner, à agência de notícias APA, em Viena. "É uma questão de bom senso proteger as próprias fronteiras enquanto não houver uma solução europeia", afirmou. Segundo ela, trata-se de "garantir a segurança, a ordem e a qualidade de vida" na Áustria.

Logo em seguida, o governo da Eslovênia anunciou que pretende seguir o exemplo e também limitar o ingresso de refugiados no país. "Vamos ficar dentro dos limites que a Áustria estipulou", afirmou a ministra do Interior, Vesna Györkös Znidar, em Liubliana.

Desde o começo do ano, a Áustria recebeu 11 mil pedidos de asilo, ou cerca de 250 por dia. O limite de 80 vale apenas para a fronteira sul. Quem já está dentro do país pode pedir asilo sem restrições. O governo austríaco planeja receber no máximo 37.500 pedidos de asilo ao longo de 2016. No ano anterior, foram 90 mil.

O chanceler federal da Áustria, Werner Faymann, afirmou que a Alemanha deve seguir o exemplo. Em entrevista ao jornal Kurier, ele disse que a relação com a Alemanha não está estremecida, mas ressalvou que um governo deve "adotar medidas pelas quais possa assumir a responsabilidade".

Faymann disse que seu governo continua do lado da Alemanha e da Suécia na questão da redistribuição dos refugiados dentro da Europa. Se a segurança das fronteiras externas da União Europeia não puder ser garantida, ele disse defender a posição dos países do Visegrád, que exigem o fechamento da fronteira da Grécia com a Macedônia.

AS/afp/dpa

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