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Mundo

África do Sul homenageia Mandela com dia de orações

Líder é lembrado por milhões em igrejas, mesquitas e sinagogas, dando início a uma programação de luto que inclui cerimônia com presença de líderes mundiais. Dilma Rousseff irá acompanhada de ex-presidentes brasileiros.

Três dias após a morte de Nelson Mandela, milhões de cidadãos de todos os credos da África do Sul foram neste domingo (08/12) aos templos religiosos celebrar o herói nacional. O Dia Nacional da Oração e da Reflexão inicia um programa oficial de luto, que inclui uma grande cerimônia de despedida num estádio de Johannesburgo, na terça-feira, e um funeral com honras de estadista, no próximo domingo no povoado de Qunu, onde o ex-presidente passou a infância.

O presidente de África do Sul, Jacob Zuma, convocou seus compatriotas a dedicarem o dia ao "maior filho da nação", independentemente da religião de cada um. Durante um culto na Igreja Metodista de Bryanston, subúrbio de maioria branca em Johannesburgo, Zuma afirmou que a morte de Mandela "foi uma perda sem precedentes para o país".

O presidente disse que as orações ajudaram bastante a África do Sul a se recuperar do golpe sofrido com a morte do querido Madiba, como é popularmente conhecido o Nobel da Paz de 1993. Mandela, que passou 27 anos de prisão por causa de sua luta contra a segregação racial em seu país, morreu na quinta-feira passada, aos 95 anos, vítima de complicações pulmonares.

Não apenas em igrejas cristãs, mas também em mesquitas e sinagogas foram realizadas homenagens ao primeiro presidente negro da África do Sul, que, após o fim do apartheid, em 1994, conduziu o país rumo à democracia e à reconciliação numa sociedade dividida.

Dilma e quatro ex-presidentes brasileiros

Diversos líderes estrangeiros já confirmaram presença nos funerais nesta semana. A solenidade prevista para a terça-feira deve reunir um dos maiores contingentes de autoridades internacionais da história.

Entre os que confirmaram participação estão o presidente alemão, Joachim Gauck, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente francês, François Hollande, o presidente dos EUA, Barack Obama, além dos ex-presidentes americanos George W. Bush e Bill Clinton.

Südafrika Nelson Mandela Trauerfeier 08.12.2013

Homenagens incluíram cultos em tempos cristãos, judaicos e muçulmanos

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, irá à África do Sul acompanhada dos antecessores Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney, segundo informações da Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto. Eles devem embarcar no avião presidencial na próxima segunda-feira, do Rio de Janeiro.

De acordo com o governo sul-africano, o caixão de Mandela ficará exposto à visitação pública a partir da próxima terça-feira no Estádio de Soweto, cidade que foi o palco da resistência ao racismo no país e onde Madiba morou antes de ser preso.

Funeral no domingo

Nos três dias seguintes, Mandela será velado na sede de governo, onde ele desempenhou as funções de chefe de Estado de 1994 a 1999.

As homenagens ao Prêmio Nobel da Paz serão encerradas no próximo domingo com um funeral de estadista no lugar em que o ex-presidente passou a infância, no povoado de Qunu, na província de Cabo Oriental.

MD/abr/afp/dpa/lusa

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