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Mundo

Às vésperas das negociações de paz, Israel anuncia obras em assentamentos

Governo israelense aprova a construção de 1.200 casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. Negociadores palestinos interpretam medida como desinteresse de Israel no fim dos conflitos.

O Ministério israelense da Construção Civil aprovou a construção de aproximadamente 800 casas em Jerusalém Oriental e outras 400 na Cisjordânia. Ao fazer o anúncio neste domingo (11/08), o ministro Uri Ariel declarou que "nenhum país do mundo aceita ordens de outros países sobre onde pode construir ou não. Continuaremos negociando moradias e as construindo em todo o país", afirmou. "Esta é a coisa certa no momento presente, para o sionismo e para a economia."

Ariel é filiado ao partido nacionalista Habait Hayehudi (Lar Judaico). Seu comunicado aumenta a tensão entre israelenses e palestinos, num momento em que eles se encaminham para a retomada das negociações de paz, após três anos de estagnação.

Política de discórdia

A política israelense de assentamentos tem sido um dos principais obstáculos ao processo de paz no Oriente Médio. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, vinha se recusando categoricamente a sentar à mesa de negociações enquanto os israelenses não suspendessem as construções.

Der israelische Wohnungsbauminister Uri Ariel

Ministro Uri Ariel é defensor ferrenho da política sionista de assentamentos

Entretanto, num esforço para finalmente dar a partida às conversas, ele abriu recentemente mão da condição. Em contrapartida, Jerusalém concordou em soltar 104 prisioneiros políticos palestinos ao longo de vários meses.

As conversações de paz se reiniciam na próxima quarta-feira, dia seguinte à libertação do primeiro grupo, de 26 prisioneiros. Muitos palestinos, contudo, interpretaram o atual anúncio de novos projetos residenciais como um sinal de que Israel não está seriamente interessado na solução do conflito.

Os palestinos querem estabelecer seu Estado autônomo na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental, que foram ocupados por Israel em junho de 1967. A maior parte da comunidade internacional não reconhece essa anexação, considerando ilegais os numerosos assentamentos israelenses nos territórios em questão.

AV/dpa/ap/rtr/afp

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