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Mundo

À espera do embarque

O presidente da Turquia Ahmet Necdet Sezer faz um visita a Berlim nestes dias. Sua missão: fomentar uma maior aproximação de Ancara com a União Européia. Uma tarefa difícil.

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O presidente da Turquia, Ahmet Sezer (esq.), foi recebido em Berlim pelo presidente da Alemanha, Johannes Rau

É a primeira visita oficial de Sezer à Alemanha e, ao mesmo tempo, uma visita muito importante. A Alemanha desempenha um papel especial para Ancara. Desde o início da imigração de trabalhadores, na década de 60, o número de turcos que vivem na Alemanha aumentou constantemente, atingindo hoje um total de 2,5 milhões. Além disto, a Alemanha é o mais importante parceiro comercial da Turquia.

Apesar disto, os alemães mostram-se divididos a respeito do eventual ingresso da Turquia na União Européia. Segundo as pesquisas de opinião pública, mais da metade da população alemã declara-se contrária à aceitação da Turquia na UE. A maioria dos órgãos de imprensa também revela reservas quanto à questão. E os políticos conservadores da oposição manifestam abertamente a sua recusa. O governador da Baviera e ex-candidato ao cargo de chanceler federal, Edmund Stoiber, é um deles: "Para nós, um ingresso da Turquia na UE é inconcebível".

Integração difícil

São muitos os motivos para a recusa da filiação turca à União Européia. Por exemplo: um número ainda maior de pessoas à procura de emprego no mercado de trabalho alemão, que já sofre o enorme peso de um desemprego elevado. Ou: as violações dos direitos humanos na Turquia. As diferenças culturais e religiosas entre a Turquia e a Europa. Um outro argumento é o de que o parceiro da OTAN no estreito de Bósforo é muito grande para ser integrado em curto prazo na família dos Estados europeus.

Mas o governo de Berlim apóia a integração turca na UE. Já em 1999, o governo alemão defendeu em vão a concessão à Turquia do status oficial de candidata à filiação. E, desde então, vem defendendo e apoiando todas as tentativas de Ancara em aproximar-se da União Européia.

Perspectiva de longo prazo

Há cerca de uma semana, o vencedor das eleições parlamentares na Turquia, o islamista moderado Recep Erdogan, fez a reivindicação de que, durante a próxima conferência de cúpula da UE em Copenhague, no início de dezembro, seja marcada uma data exata para o início das negociações de filiação com a Turquia.

Isto, contudo, não tem sequer o apoio de Berlim. O governo alemão defendeu apenas a marcação de uma data para decidir basicamente sobre a realização de tais negociações. O próprio ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, manifestou-se de maneira muito reservada: "Desejamos dar um sinal claro à Turquia. Mas ainda não posso afirmar que iremos tão longe como deseja o sr. Erdogan".

Uma resposta semelhante é tudo que o presidente Sezer deverá lograr em Berlim. Mas, mesmo apesar da maioria contrária na opinião pública alemã, o governo continua defendendo uma clara perspectiva de longo prazo para a filiação da Turquia.

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