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Água do rio Doce não tem metais tóxicos

Fernando Caulyt16 de dezembro de 2015

Novas amostras confirmam que a qualidade da água está compatível com os níveis de antes da tragédia em Mariana e poderá ser consumida sem riscos após tratamento por companhias de saneamento.

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Imagem mostra encontro das águas do rio Doce com o Oceano Atlântico no distrito de Regência, em Linhares/ESFoto: Reuters/R.Moraes

O Ministério das Minas e Energia (MME) divulgou nesta terça-feira (15/12) que novas amostras comprovam que a qualidade da água do rio Doce está compatível com os resultados obtidos em amostragens colhidas antes da passagem da lama de rejeitos liberada pelo rompimento da barragem de Fundão, localizada em Mariana (MG), de propriedade da Samarco.

De acordo com o MME, os resultados dizem que a água poderá ser consumida sem riscos depois de ser devidamente tratada pelas companhias de água e esgoto. As 25 amostras de água, sedimentos e material em suspensão foram coletadas ao longo do rio Doce pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), do MME, no âmbito do monitoramento da qualidade da água do rio após a tragédia de Mariana.

Após o rompimento da barragem de Fundão, a água do rio recebeu uma grande sobrecarga de lama, o que aumentou a turbidez e diminuiu a quantidade de oxigênio dissolvido. Esses fatores contribuíram para a morte de peixes e a interrupção do abastecimento das cidades que captavam a água do rio.

A quantidade de material em suspensão na água alcançou níveis até 100 vezes superiores aos observados historicamente durante os períodos de chuvas torrenciais. A turbidez continua alta e, por isso, ainda requer procedimentos especiais das estações de tratamento.

Segundo o MME, quanto à presença de metais pesados dissolvidos na água como arsênio, cádmio, mercúrio, chumbo, cobre, zinco, entre outros, os resultados de 2015 são, de modo geral, similares aos levantamentos realizados pela CPRM em 2010. Em 27 de novembro, a Vale afirmou que arsênio e outras substâncias tóxicas foram detectadas em alguns pontos do rio Doce.

Os valores obtidos nas coletas indicaram condições em conformidade com as normas do Ministério da Saúde, exceto para o manganês dissolvido, que, no entanto, também pode ser tratado para padrões adequados ao consumo nas estações de tratamento.

As amostras foram colhidas em 13 pontos durante a primeira campanha de análises entre os dias 14 e 22 de novembro, e confirmam os resultados parciais divulgados em novembro.