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Moçambique

Zambézia luta para deixar de ter a mais alta taxa de analfabetismo de Moçambique

A Zambézia está no topo da lista das províncias com mais altas taxas de analfabetismo em Moçambique. Parceiros do sector da educação definiram novas estratégias para o programa de Alfabetização e Ensino de Adultos.

A província da Zambézia continua com a taxa mais elevada de analfabetismo de Moçambique – 65 por cento. Autoridades das áreas de educação e cultura discutiram com parceiros de cooperação formas de introduzir novas estratégias, com vista a massificar palestras de sensibilização das comunidades. O objetivo é fazer com que mais pessoas vão à escola nos povoados mais distantes do interior da província da Zambézia, onde a presença nas unidades de educação primária é baixa.

O diretor provincial de Educação na Zambézia, Armindo Primeiro, relaciona a elevada percentagem de analfabetos na província com o crescimento populacional, acrescentando que “as metas de alfabetização anuais são poucas” devendo, por isso “ser cumpridas na íntegra”.

Mohamed Hibraimo Pädagoge aus Mosambik

Mahomede Hibraimo, do departamento da Direção Pedagógica da Zambézia

“Olhando para os índices de analfabetismo que temos na província, a Zambézia continua a ter índices acima da média nacional”, frisa Armindo Primeiro, explicando que, “como a província é a segunda mais populosa do país, existe um grande número de pessoas não alfabetizadas, o que equivale a dizer que grande parte da população de Moçambique é analfabeta”.

Docentes reclamam pagamento mensal de salários

Este ano, a província da Zambézia prevê alfabetizar 2 mil e 500 pessoas que nunca foram à escola, com idades compreendidas entre os 15 e os 40 anos, através de programas de alfabetização Regular e Alfa Rádio. As 2 mil e 500 pessoas que serão alfabetizadas serão assistidas por 7 mil alfabetizadores. No entanto, há alguns factores que afectam o seu bom desempenho. Exemplos são a falta de material didático e o atraso no pagamento de subsídios.

Rabia Essalamo, alfabetizadora do Centro Mártires de Inhassunge, revela que o seu salário chega apenas de dois em dois meses e não é suficiente para se sustentar. “Mensalmente seria muito melhor”, afirma. “Mesmo que seja pouco, podemos dizer que num determinado dia temos algum valor. Agora, o acumulado chega quando já estamos cheios de dívidas e já não chega para pagar”, explica a alfabetizadora.

Rabia Essalamo Lehrerin aus Mosambik

Rabia Essalamo é alfabetizadora no Centro Mártires de Inhassunge

Ricardo Eugénio, também alfabetizador no centro de Inhassunge, afirma que os 500 dólares que recebe como salário bimensal não chegam para cobrir dívidas contraídas durante o período de dois meses e afirma-se desmoralizado. “Se fosse mensal, embora pouco, pelo menos ia ajudar”, diz o alfabetizador.

Apesar dos esforços, ainda não há solução à vista

Mahomede Hibraimo, do departamento da Direção Pedagógica, frisa que, apesar dos esforços para erradicar o analfabetismo na Zambézia, o caminho é longo e difícil e o problema não terá uma solução a curto prazo. “A taxa ainda se encontra bastante alta, sobretudo na vertente feminina e em distritos como Lugela, Milange, Morrumbala”, afirma, sublinhando ainda que, “em termos numéricos, na população adulta, a taxa ronda os 62 por cento de analfabetos ao nível da província”.

Clara Sarnete, da Cooperação Cubana para Alfabetização de Adultos em Moçambique, refere que o mecanismo encontrado junto das autoridades de educação para os próximos anos foi incluir líderes comunitários, religiosos e secretários dos bairros para mobilizar a população não escolarizada a ir aos Centros de Alfabetização criados em todos os distritos. “Neste sentido, há um maior número de pessoas a participar”, conclui.

Ouvir o áudio 03:27

Zambézia quer combater a mais alta taxa de analfabetismo de Moçambique

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