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Internacional

Von der Leyen quer mais progressos para a paz no Mali

Em entrevista à DW, ministra alemã da Defesa diz ser necessária implementação do acordo de paz no Mali, afirma que não há prazo para retirada das tropas alemãs do país e apoia formação do G5 Sahel.

900 soldados do exército alemão estão atualmente no Mali - como parte da missão de paz das Nações Unidas, Missão Multidimensional Integrada para Estabilização das Nações Unidas do Mali (MINUSMA). Mas, apesar da presença de um total de 15 mil soldados e policiais, ainda não foi possível pacificar o norte do país, que em 2012 vários grupos islâmicos trouxeram sob seu controle.

"No Mali é importante, sobretudo, que as reformas políticas e o processo interno de reconciliação e estabilização ocupem mais espaço", afirmou a ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen à Deutsche Welle. Não se trataria apenas do treinamento e de equipar as forças malianas, mas dos processos políticos no país. "Desejamos mais progressos aqui".

Mali Verteidigungsministerin von der Leyen in Bamako | mit Tiéna Coulibaly, Verteidigungsminister (picture-alliance/dpa/B. Pedersen)

Von der Leyen e Florence Parly, em Bamako, em agosto passado

Frágil acordo de paz

Foi apenas na última terça-feira (05.09) que o Conselho de Segurança da ONU lidou com a situação no Mali e aprovou, por unanimidade, uma resolução sancionando violações do acordo de paz entre o Governo e os rebeldes, por exemplo, proibindo viagens e congelando ativos.

O Governo maliano alertou que a violência em curso poderia pôr em perigo o tratado de paz. Também Ursula von der Leyen enfatizou a importância da implementação do acordo de paz. Isso incluiria também que aqueles rebeldes que estariam prontos para negociar uma solução "sejam realmente integrados em forças armadas conjuntas".

Permanência do exército alemão no Mali

Quanto tempo o exército alemão ainda terá que permanecer no Mali, ainda não pode ser estimado. "Isso não pode ser quantificado em tempo. Ao contrário, depende da situação no local", disse Von der Leyen. No momento, a situação ainda é instável. Vez por outra, os capacetes azuis da ONU são atacados.

No final de julho, dois soldados alemães morreram na queda de um helicóptero. "Nós não nos iludimos, desde o início, uma vez que a MINUSMA é uma das missões mais perigosas - senão a mais perigosa - das Nações Unidas", enfatizou a ministra alemã.

Esta seria também a razão pela qual a Alemanha fornece às tropas da ONU capacidades militares de alta qualidade - tais como um drone de reconhecimento, que pode observar todo o norte do Mali. Este seria um "grande passo em frente" para a segurança dos soldados e da população.

Afrika Niger - Ursula von der Leyen im Niger (picture-alliance/dpa/B. Pedersen)

Ursula von der Leyen e o ministro do Interior do Níger, Mohamed Bazoum, durante visita ao país, em julho passado

Tropa antiterrorista africana

Os esforços para a paz nesta região incluem também a formação de um novo grupo antiterrorista, o chamado G5 Sahel. Até cinco mil soldados do Mali, Níger, Burkina Faso, Mauritânia e Chade querem se unir para combater terroristas ao longo das fronteiras.

Essa abordagem seria "absolutamente certa", disse Ursula von der Leyen, que apoiou o projeto ao lado de sua homóloga francesa, Florence Parly. A sede está a ser construída no Níger.

Ainda seria cedo demais para especificar as contribuições alemãs em termos concretos, uma vez que a demanda deve ser esclarecida primeiro. Uma conferência em Berlim em meados de setembro deverá contribuir para isso. "Mas estamos progredindo rápido", disse a ministra alemã da Defesa.

Europa trabalha em conjunto

Como Ursula von der Leyen vê a política de segurança do futuro? No que diz respeito ao exército alemão, teria que se avançar com melhores equipamentos, pessoal, material e dinheiro. Na Europa, finalmente a criação de um órgão de Segurança e Defesa está a progredir.

Até o final do ano, a União Europeia quer estabelecer um novo sistema no qual os Estados interessados possam implementar, em conjunto, projetos de políticas de segurança sem que haja a obrigação de unanimidade. Estes seriam "saltos quânticos para a frente", disse a ministra alemã da Defesa.

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